Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. TALITA CRISTINA MIRANDA (IMPETRANTE)
- Advogado
- TALITA CRISTINA MIRANDA (OAB 48690/SC)
HC 1134115/SC (2026/0422809-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:TALITA CRISTINA MIRANDAADVOGADO:TALITA CRISTINA MIRANDA - SC048690IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:JEAN DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de JEAN DA SILVA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5090636-73.2026.8.24.0000/SC.
Consta dos autos a prisão temporária do paciente decorrente de suposta prática do delito de roubo, previsto art. 157, §2º, II e § 2º-A, I, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão temporária foi decretada e mantida sem a demonstração concreta da imprescindibilidade da medida para as investigações, amparando-se em conjecturas genéricas de diligências pendentes e risco de combinação de versões.
Alega que não há indícios suficientes de autoria e materialidade, pois o único elemento é um fragmento papiloscópico encontrado em veículo que teria pertencido ao paciente e fora alienado dias antes do fato, reforçado pela apresentação espontânea para esclarecimentos.
Argumenta que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, diante das condições pessoais favoráveis do paciente, pleiteando sua substituição em caso de manutenção de acautelamento.
Defende que deixaram de ser explicitados os motivos para a não aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, as quais se mostram adequadas e suficientes ao caso concreto.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
2. Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
