Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. CARMEN LUCIA COSTA TUBBS (IMPETRANTE)
- Advogado
- CARMEN LÚCIA COSTA DE CARVALHO (OAB 28961/RJ)
HC 1048080/RJ (2025/0423698-4)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:CARMEN LUCIA COSTA TUBBSADVOGADO:CARMEN LÚCIA COSTA DE CARVALHO - RJ028961IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:ANTONIO FRANCISCO DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de ANTÔNIO FRANCISCO DA SILVA contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Apelação n. 0003049-31.2019.8.19.0082).
É possível extrair do relatório à e-STJ fl. 12 que o paciente foi condenado, em primeiro grau de jurisdição, à pena de 28 (vinte e oito) anos de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime previsto no artigo 217-A, do Código Penal (por diversas vezes) e contra 03 (três) vítimas, na forma do artigo 69, do Estatuto Repressivo.
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, o qual foi parcialmente provido para reconhecer o concurso formal entre as três séries contínuas, razão pela qual a pena do paciente foi reduzida para 11 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, mantido o regime inicial fechado (e-STJ fls. 10/29). Segue a ementa do acórdão:
APELAÇÃO CRIMINAL. ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL (POR DIVERSAS VEZES) E CONTRA 03 (TRÊS) VÍTIMAS, NA FORMA DO ARTIGO 69, DO CÓDIGO PENAL. SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DEFENSIVO PRETENDENDO, A ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA E SUBSIDIARIAMENTE, A DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONDUTA DO ARTIGO 218 DO CÓDIGO PENAL E RECONHECIMENTO DA PRÁTICA DE CRIME ÚNICO.
Apelante que, além de praticar com as vítimas de tenra idade atos libidinosos diversos da conjunção carnal, consistentes em fazer a vítima M. acariciasse suas partes intimas, incitava todas as vítimas (M., V. e A. M.) a assistirem filmes pornográficos e reproduzirem entre si o que viam para satisfazer sua própria lascívia.
Autoria e materialidade devidamente comprovadas pelo conjunto probatório existente nos autos, especialmente pelo relato prestado pelas vítimas.
