Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. ADROALDO ALVES GOULART (IMPETRANTE)
- Advogado
- ADROALDO ALVES GOULART (OAB 169025/MG)
HC 1134314/MG (2026/0424792-2)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ADROALDO ALVES GOULARTADVOGADO:ADROALDO ALVES GOULART - MG169025IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUIZ FLAVIO SILVACORRÉU:SARA CRISTINA DA CUNHAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de LUIZ FLAVIO SILVA, condenado definitivamente pelos crimes dos arts. 157, § 2º, I e II, por quatro vezes (concurso formal – art. 70, do Código Penal), e 155, § 4º, II e IV, em concurso material (art. 69, do Código Penal), à pena de 9 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 28 dias-multa.
O impetrante aponta como autoridade coatora a Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que, em acórdão no Habeas Corpus n. 1.0000.26.481386-6/000, não conheceu da impetração (fls. 288/293).
Sustenta a possibilidade de concessão de ordem de ofício, com base no art. 647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal, ainda que não conhecida a ação ou o recurso, quando verificada coação ilegal sobre a liberdade de locomoção.
Alega a atipicidade do furto de folhas de cheque por ausência de valor econômico autônomo do objeto material e propõe revaloração jurídica de fatos incontroversos, sem reexame de provas.
Aduz a inexistência de liame probatório entre o paciente e a subtração das folhas de cheque, pretendendo a absolvição do paciente.
Defende a superação do óbice decorrente de revisão criminal anteriormente julgada, afirmando que a existência da ação revisional não impede o controle de ilegalidade manifesta incidente sobre a liberdade.
Em caráter liminar, pede a suspensão imediata da execução do capítulo condenatório relativo ao furto das folhas de cheque ou, ao menos, de seus efeitos para fins de cálculo da pena, até o julgamento definitivo.
No mérito, requer o conhecimento do habeas corpus ou, caso não conhecido como sucedâneo, a concessão da ordem de ofício e a absolvição do paciente quanto ao furto, com adequação do título executivo e recálculo da pena; subsidiariamente, a cassação do acórdão impugnado para que o Tribunal de origem enfrente a ilegalidade apontada.
