Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (IMPETRADO), 1. MARCELO VELOSO XAVIER DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogados
- LUIS ALBERTO GALLINDO MARTINS (OAB 20189/PE), YURI AZEVEDO HERCULANO (OAB 28018/PE), MARCELO VELOSO XAVIER DE SOUZA (OAB 65186/PE), NATHAN CRISTOVÃO DA SILVA LIMA (OAB 58549/PE)
HC 1134578/PE (2026/0425870-2)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:MARCELO VELOSO XAVIER DE SOUZAADVOGADOS:YURI AZEVEDO HERCULANO - PE028018LUIS ALBERTO GALLINDO MARTINS - PE020189NATHAN CRISTOVÃO DA SILVA LIMA - PE058549MARCELO VELOSO XAVIER DE SOUZA - PE065186IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCOPACIENTE:ELIVALDA DUARTE DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de ELIVALDA DUARTE DA SILVA - atualmente submetida ao cumprimento de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, com fundamento no art. 318, inciso V, do Código de Processo Penal, em substituição à prisão preventiva decretada no bojo da Operação Caminho do Norte, por decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça -, em que a defesa aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Pernambuco, que denegou a ordem no HC n. 0022057-22.2026.8.17.9000, mantendo a proibição de visita ao companheiro Lucicláudio Silva de Arruda recolhido no Presídio de Limoeiro/PE (fls. 17/32).
Em síntese, o impetrante alega que: (i) o acórdão proibiu integralmente o contato presencial entre companheiros com base em risco prospectivo e abstrato, extraído apenas da condição de ambos serem corréus na mesma ação penal decorrente da Operação Caminho do Norte e do estágio processual, sem apontar ato concreto e individualizado da paciente; (ii) o precedente invocado pela Corte local (AgRg no RHC 208.672/PR) deve ser distinguido: nele havia chefia da organização, papel financeiro da companheira e proibição cautelar expressa de contato; (iii) existem medidas menos gravosas e fiscalizáveis (monitoramento, parlatório, trajeto controlado), jamais examinadas, e a restrição, atrelada ao fim de instrução sequer iniciada, tende a ser de duração indeterminada.
Requer, assim (fls. 14/15):
b) a concessão da medida liminar, para permitir visita controlada da paciente a seu companheiro, preservadas a prisão domiciliar, o monitoramento eletrônico e as condições de segurança fixadas judicial e administrativamente;
