Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. TAINA FERNANDES FERREIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- TAINÁ FERNANDES FERREIRA (OAB 427187/SP)
HC 1134601/SP (2026/0426014-6)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:TAINA FERNANDES FERREIRAADVOGADO:TAINÁ FERNANDES FERREIRA - SP427187IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LUIS FERNANDO COELHO ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso especial, com pedido liminar, impetrado em favor de LUÍS FERNANDO COELHO ALVES, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento da Apelação Criminal n. 1501068-26.2024.8.26.0597.
Os autos informam que o paciente, em concurso com um adolescente, matou José Ricardo dos Santos Amâncio. O crime foi cometido por meio de vários golpes de pedras arremessadas contra a cabeça e as pernas da vítima. O crime foi cometido após desentendimentos entre o adolescente que participou do crime e a vítima (e-STJ, fls. 15-17).
Encerrada a instrução, o paciente foi condenado a 16 (dezesseis) anos, 9 (nove) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão, em regime inicial fechado. O Tribunal de Justiça manteve os termos da condenação, negando provimento ao apelo defensivo (e-STJ, fls. 91-114).
Nas razões deste habeas corpus, a defesa alega nulidade absoluta por prova ilícita, afirmando que o paciente, já investigado e preso temporariamente pelo mesmo fato, foi ouvido como testemunha compromissada, sem defensor e sem advertência ao direito ao silêncio, no processo de apuração de ato infracional do adolescente, tendo o depoimento sido juntado à ação penal.
Sustenta, ademais, nulidade da quesitação, porque o quesito de autoria teria incorporado a narrativa acusatória e impedido a apreciação da tese defensiva de desclassificação, além de não ter sido formulado o quesito específico de desclassificação, não obstante a tese tenha sido sustentada e a impugnação registrada em ata de plenário.
Defende, por fim, ilegalidade na dosimetria, apontando bis in idem na elevação da pena-base em 1/6 pela culpabilidade, por utilizar circunstâncias já abrangidas pelas qualificadoras e pela agravante do meio cruel.
Requer, liminarmente, o redimensionamento da pena e, no mérito, a declaração de ilicitude do depoimento prestado em 16 de maio de 2024. Subsidiariamente, pretende anular o julgamento em plenário por nulidade da quesitação e o redimensionamento da pena.
