Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 1. LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL (IMPETRANTE)
- Advogado
- LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL (OAB 50505/GO)
HC 1134611/MS (2026/0426087-8)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:LARISSE SANTANA ALVES PIMENTELADVOGADO:LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL - GO050505IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:GEORGE ALEXANDRE BENEDITO FERREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de GEORGE ALEXANDRE BENEDITO FERREIRA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, nos autos do HC n. 1420377-89.2026.8.12.0000.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante, aos 28/7/2026, em contexto de apuração dos delitos de associação criminosa, tentativa de estelionato e uso de documento falso. A prisão foi convertida em preventiva, decisão contra a qual se insurgiu a defesa perante o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, cuja Segunda Câmara Criminal denegou a ordem.
Nesta impetração, sustenta a defesa que o acórdão impugnado, ao afirmar a existência de indícios suficientes de autoria em relação aos três delitos, deixou de observar a distinção entre as condutas atribuídas aos envolvidos.
Afirma que tanto o Auto de Prisão em Flagrante quanto a comunicação formal da prisão relacionam o paciente apenas aos crimes de associação criminosa e tentativa de estelionato, enquanto a imputação referente ao uso de documento falso foi dirigida ao corréu Douglas Cardoso Lourenço.
Argumenta que, ao examinar a necessidade da custódia, o Tribunal de Justiça acrescentou fundamentos não constantes do decreto prisional e considerou, em desfavor do paciente, circunstância cuja execução foi atribuída a outro investigado.
Alega, ainda, que o decreto preventivo se apoiou na situação conjunta dos três autuados, mediante referências genéricas ao grupo e à periculosidade de seus integrantes, sem indicar circunstância individualizada que demonstrasse o perigo concreto decorrente da liberdade do paciente. Aduz que a prisão dos investigados no mesmo contexto não dispensa a demonstração dos pressupostos da custódia em relação a cada um deles, diante do caráter pessoal e excepcional da medida.
