Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DANILO VOGADO DA ROCHA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DANILO VOGADO DA ROCHA (OAB 423834/SP)
HC 1134662/SP (2026/0426923-9)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DANILO VOGADO DA ROCHAADVOGADO:DANILO VOGADO DA ROCHA - SP423834IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JOSE WILSON DE LIMA JUNIORCORRÉU:GIOVANA GABRIELA FELOMENOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de JOSE WILSON DE LIMA JUNIOR no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Habeas Corpus n. 2157217-67.2026.8.26.0000).
Depreende-se dos autos que o Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido de realização de interrogatório do réu por videoconferência e proferiu sentença condenatória à pena de 07 (sete) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Irresignada, a defesa impetrou prévio habeas corpus perante o Tribunal de origem, que foi denegado em acórdão assim ementado (e-STJ fl. 41):
HABEAS CORPUS TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO Interrogatório na audiência virtual de debates, instrução e julgamento na condição de foragido. Impossibilidade. Ausente violação à ampla defesa. Gravidade em concreto das condutas. ORDEM DENEGADA.
Daí o presente writ, no qual sustenta nulidade por cerceamento de defesa.
Aduz a defesa que o indeferimento do pedido de participação da audiência por meio virtual, com realização do interrogatório do réu foragido por videoconferência, restringe o pleno exercício da autodefesa.
Requer a concessão da ordem para que seja autorizada a colheita do interrogatório do réu, de modo virtual.
É o relatório.
Decido.
Consoante relatado, a defesa pretende seja determinado ao Juízo de primeiro grau que interrogue o paciente por videoconferência.
O Tribunal de origem consignou que "a condição de foragido inviabiliza a participação da paciente na audiência virtual, que não se deve beneficiar dessa circunstância a fim de ser interrogado, em demonstração de desprezo pelas determinações judiciais e descumprimento à boa-fé objetiva. Não suficiente, não se vislumbra qualquer violação à ampla defesa, uma vez que o paciente possui defesa devidamente constituída a se manifestar nos autos" (e-STJ fl. 42, grifo nosso).
