Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- REVISÃO CRIMINAL
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS (REQUERIDO), 1. JOSE MARCIO DE ARAUJO (REQUERENTE)
- Advogado
- DAODELINO CÂNDIDO DUTRA (OAB 16556/GO)
RvCr 6693/GO (2025/0427906-6)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASREQUERENTE:JOSE MARCIO DE ARAUJOADVOGADO:DAODELINO CÂNDIDO DUTRA - GO016556REQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Trata-se de revisão criminal ajuizada por JOSÉ MÁRCIO DE ARAÚJO, com fundamento no art. 621, incisos I e IV, do Código de Processo Penal, contra decisão monocrática proferida no AREsp 2.896.710/GO, que conheceu do agravo para dar provimento ao recurso especial do Ministério Público, a fim de condená-lo pela prática do crime previsto no art. 217-A, caput, c/c o art. 226, II, ambos do Código Penal, com determinação de retorno dos autos ao Tribunal de Justiça de Goiás para realização da dosimetria e fixação da pena definitiva.
O reclamante sustenta, em síntese, nulidade absoluta do julgado por indevido revolvimento fático-probatório (Súmula 7 do STJ), suposta supressão do duplo grau, fragmentação da sentença penal (condenação no STJ com remessa para dosimetria), prematuridade da certidão de trânsito em julgado e contrariedade à evidência dos autos.
Requer, ainda, assistência judiciária gratuita e, no mérito, a restauração do acórdão absolutório do Tribunal de Justiça de Goiás, ou a declaração de nulidade do processo em diversos marcos.
O pedido liminar foi indeferido (e-STJ, fls. 22072208).
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento da revisão criminal (e-STJ, fls. 2215-2221).
É o relatório.
Decido.
A Terceira Seção firmou orientação no sentido de ser cabível revisão criminal contra decisão monocrática de Relator que aprecia o mérito do recurso especial e produz, em caráter definitivo, efeitos condenatórios, por inexistir restrição legal a essa via rescisória, quando presentes os requisitos constitucionais e legais.
A revisão criminal tem natureza excepcional e finalidade estrita, somente sendo admitida nas hipóteses taxativas do art. 621 do Código de Processo Penal, não se prestando a funcionar como sucedâneo recursal, nem a permitir simples reiteração de teses defensivas voltadas ao reexame da valoração probatória.
