Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (IMPETRADO), DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE (OAB 0000000/DF)
HC 960733/RN (2024/0432117-0)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTEPACIENTE:G F GINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de G F G, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE na Apelação n. 0100312-09.2013.8.20.0159.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 09 (nove) anos e 09 (nove) meses de reclusão em regime fechado, como incurso no art. 217-A c/c o art. 71, por três vezes, ambos do Código Penal.
O Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apelação interposto pela Defesa.
Neste writ, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a valoração negativa das consequências do crime.
Aduz que foram utilizados argumentos genéricos quanto ao suposto dano psicológico causado à vítima, sem apresentar qualquer especificação. Acrescenta que, segundo a jurisprudência do STJ, a referência inespecífica à ocorrência de trauma psicológico não é razão suficiente para valorar negativamente as consequências do crime de estupro, uma vez que algum abalo psicológico é elemento ínsito ao tipo penal.
Requer, liminarmente, que seja afastada a circunstância judicial valorada negativamente (consequências do crime), em razão da ausência de fundamentação idônea, com a consequente alteração da pena-base do paciente. No mérito, pleiteia a concessão definitiva da ordem.
Liminar indeferida (fls. 77-78).
Informações prestadas às fls. 86-100.
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ (fls. 104-107).
