Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (AGRAVADO), 1. ANA MARIA FERNANDES ROSA (AGRAVANTE)
- Advogado
- WILEN DE BARROS (OAB 29362/ES)
AgRg no HC 1050166/ES (2025/0436583-4)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOAGRAVANTE:ANA MARIA FERNANDES ROSAADVOGADO:WILEN DE BARROS - ES029362AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto por ANA MARIA FERNANDES ROSA contra decisão monocrática que indeferiu liminarmente o habeas corpus em razão da incidência da Súmula 691 do STF.
Consta dos autos a paciente teve a prisão preventiva decretada pela suposta prática dos crimes capitulados no art. 217-A (Estupro de Vulnerável), art. 218 (Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente), ambos do Código Penal, e art. 241-D, parágrafo único, inciso I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Alega que a decisão decretou a prisão preventiva é inidônea sustentando a ausência de contemporaneidade entre a medida cautelar e o fato imputado.
Afirma que a paciente tem 70 anos a apresenta quadro de senilidade e debilidade. Sustenta que a prisão preventiva é desproporcional e que há possibilidade de substituição por medidas cautelares alternativas, conforme do Código de Processo art. 319 Penal (fls. 12).
A defesa também invoca o princípio da isonomia, destacando que corréus em situação semelhante ao paciente estão em liberdade provisória ou prisão domiciliar, e requer a extensão da liberdade provisória concedida a JANAINA SIQUEIRA MURTA ao paciente (fls. 12-16).
Requer, ao final, a reconsideração ou provimento do agravo.
É o relatório. DECIDO.
O agravo está prejudicado.
Faz-se necessário asseverar que o presente writ investe contra decisão proferida por Desembargador de Tribunal de Justiça que indeferiu o pedido liminar em habeas corpus impetrado na origem.
Sobre o tema, insta consignar que a jurisprudência desta Corte, há muito já se firmou no sentido de que, ressalvadas hipóteses excepcionais, descabe o instrumento heróico em tais situações, sob pena de ensejar supressão de instância.
