Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. NICOLE JULITA LAMB SABOLESKI (IMPETRANTE)
- Advogados
- NICOLE JULITA LAMB SABOLESKI (OAB 129559/RS), GIANCARLO FONTOURA DONATO (OAB 75406/DF)
HC 1050447/RS (2025/0437378-3)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:NICOLE JULITA LAMB SABOLESKIADVOGADOS:GIANCARLO FONTOURA DONATO - DF075406NICOLE JULITA LAMB SABOLESKI - RS129559IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:GILBERTO LUIZ OTTOCORRÉU:PEDRO ROMEU LANGECORRÉU:ROSELI SUZANA GONCALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de G. L. O., indicando como autoridade coatora o Juízo da Vara Única da Comarca de Anchieta do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no Processo n. 0000494-25.2014.8.24.0002/SC.
Consta dos autos que o paciente foi inicialmente condenado, pelo delito do art. 215-A do Código Penal, à pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por penas restritivas de direitos (e-STJ fls. 1845/1908).
Após sucessivos recursos, o Superior Tribunal de Justiça, no REsp n. 1.961.502/SC, determinou o afastamento da tipificação do art. 215-A do CP e a realização de novo julgamento, vedada a desclassificação do art. 217-A do CP para outro tipo penal.
Após o retorno dos autos, o Tribunal de origem condenou o paciente à pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime previsto no art. 217-A, na forma do art. 71, ambos do CP (e-STJ fls. 1643/1655). Interpostos novos recursos, o Superior Tribunal de Justiça conheceu e deu provimento apenas àquele interposto pelo Ministério Público, para fixar o regime inicial fechado.
Com a baixa dos autos, a defesa opôs embargos de declaração, alegando omissão quanto ao pedido de reconhecimento de nulidade de prova digital.
Contudo, o Juízo da Vara Única de Anchieta não conheceu dos embargos, ao fundamento de que a decisão embargada apenas deu cumprimento ao título condenatório já transitado em julgado, inclusive após pronunciamentos do Tribunal de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça, determinando a expedição dos mandados de prisão e as providências próprias da execução da pena (e-STJ fl. 12).
