Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. CLISTENES VARGAS DE SOUZA (IMPETRANTE)
- Advogado
- CLISTENES VARGAS DE SOUZA (OAB 465005/SP)
HC 1050550/SP (2025/0439540-7)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:CLISTENES VARGAS DE SOUZAADVOGADO:CLISTENES VARGAS DE SOUZA - SP465005IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:EDNEI LEITE DA CUNHACORRÉU:GABRIELA VITORIA FERREIRA REGIS DA CRUZ COSTAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de EDNEI LEITE DA CUNHA, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no Habeas Corpus n. 2303084-28.2025.8.26.0000.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 31/08/2025 (fl. 31), custódia convertida em preventiva em 01/09/2025 e foi denunciado como incurso no artigo 218-B, caput, e §§ 1º e 2°, II, do Código Penal, por 02 (duas) vezes, em concurso material de crimes (artigo 69, do Código Penal) (fls. 18/24).
Impetrado habeas corpus pela Defesa, o Tribunal de origem denegou a ordem (fls. 09/17), nos termos da ementa (fl. 10):
Habeas corpus em que se busca a desconstituição da prisão preventiva. 1. Indícios de que o paciente cometeu crimes de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (artigo 218-B, do Código Penal). 2. Gravidade em concreto dos crimes que justifica a custódia cautelar para garantia da ordem pública. 3. Decisão judicial fundamentada. 4. Não se divisa violação ao princípio da igualdade em razão da concessão da liberdade provisória à corré. 5. Constrangimento ilegal não caracterizado. Ordem denegada.
Sustenta a Defesa que ausência dos requisitos legais para a custódia cautelar e fundamentação inidônea do acórdão.
Afirma que a corré Gabriela Vitória confessou o crime e o conhecimento da menoridade das vítimas e está, atualmente, em liberdade provisória e o paciente, que nega o conhecimento prévio da menoridade das vítimas (fls. 15 da origem) e teve papel secundário no “recrutamento”, permanece preso preventivamente. O Paciente alegou que, ao tomar conhecimento da real idade das adolescentes, as retirou do ambiente (fl. 04).
