Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (OAB 0000000/DF)
HC 962413/ES (2024/0441150-0)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:R A Q DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de R A Q DA S em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (Apelação n. 0004502-78.2022.8.08.0012).
Consta dos autos que o paciente foi representado pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 180, caput, do Código Penal (receptação). O Juízo da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Cariacica/ES julgou procedente a representação e impôs ao adolescente a medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade pelo prazo de seis meses (fls. 14-19).
O Tribunal de origem, ao julgar recurso interposto pelo Ministério Público, reformou a sentença para aplicar medida socioeducativa de internação ao paciente (fls. 54-60).
Neste writ, a defesa sustenta a ilegalidade da imposição da medida de internação, aduzindo que: a) não houve prática de ato infracional com violência ou grave ameaça à pessoa, requisito do art. 122, I, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para aplicação da internação; b) não restou configurada a reiteração em atos infracionais graves, pois não há trânsito em julgado de procedimentos anteriores; c) a medida de internação viola o princípio da excepcionalidade previsto no art. 121, caput, do ECA; d) o tratamento conferido ao adolescente é mais gravoso do que seria dado a um adulto em situação análoga, em afronta ao art. 35, I, da Lei do SINASE.
Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos do acórdão impugnado até o julgamento final do presente habeas corpus. No mérito, pleiteia que seja concedida a ordem para aplicar medida socioeducativa menos gravosa diversa da internação ao paciente.
