Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ALEF PORFIRIO LOPES (IMPETRANTE)
- Advogados
- ALEF PORFIRIO LOPES (OAB 462974/SP), EDUARDO GIROME BARBOSA (OAB 462666/SP), NATHALIA GIROME BARBOSA (OAB 517987/SP), ANTÔNIO GOMES BARBOSA (OAB 246420/SP)
HC 1051142/SP (2025/0442107-9)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:ALEF PORFIRIO LOPESADVOGADOS:ANTÔNIO GOMES BARBOSA - SP246420EDUARDO GIROME BARBOSA - SP462666ALEF PORFIRIO LOPES - SP462974NATHALIA GIROME BARBOSA - SP517987IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MATEUS ROBERTO DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de MATEUS ROBERTO DE SOUZA contra ato proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta nos autos que o paciente está preso preventivamente pela suposta prática do crime de estupro de vulnerável.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça de origem, que denegou a ordem em acórdão às fls. 68-78.
Neste writ, o impetrante sustenta, em suma, a ausência de fundamentação da decisão que decretou a prisão preventiva em desfavor do paciente ponderando suas condições pessoais favoráveis.
Afirma não haver indícios suficientes de autoria que justifiquem a decretação da prisão preventiva do paciente.
Aduz, ainda, a ausência de contemporaneidade entre os fatos e a segregação cautelar.
Requer a revogação da prisão preventiva ou, subsidiariamente, sua substituição por medidas cautelares diversas.
Liminar indeferida às fls. 81-82.
Informações prestadas às fls. 87-94.
O Ministério Público Federal em parecer, às fls. 98-103, manifestou-se pela denegação da ordem.
É o relatório. DECIDO.
A análise da decisão que decretou a prisão preventiva, permite a conclusão de que a prisão cautelar imposta encontra-se devidamente fundamentada para a garantida da ordem pública, em razão da gravidade concreta da conduta atribuída, haja vista que, o paciente, praticou, em tese, o crime de estupro de vulnerável. O acusado, motorista de aplicativo, teria aceitado a corrida e buscado a vítima, menor com idade de 16 anos, que se encontrava alcoolizada em uma festa. Durante o trajeto, o paciente teria se deslocado para o banco traseiro do veículo, permanecendo no interior do automóvel, onde, de frente para a ofendida, manteve conjunção carnal sem o consentimento desta e sem que pudesse oferecer resistência, em razão de seu elevado estado de embriaguez. Após os fatos, o acusado teria deixado a vítima no mesmo local em que a buscara, ocasião em que ela retornou à festa e, posteriormente, foi conduzida para casa por suas amigas. Mais tarde, ao sentir incômodo e sangramento na região genital, a ofendida submeteu-se a exame pericial, cujo laudo concluiu que houve conjunção carnal caracterizada por ruptura recente do hímen - fl. 27.
