Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (IMPETRADO), 1. ADILSON GOMES DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogados
- VANESSA ANGELICA DE ARAUJO CLEMENTINO WANDERLEY (OAB 4722/RO), ADILSON GOMES DE OLIVEIRA (OAB 13563/RO)
HC 1051166/RO (2025/0442135-8)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:ADILSON GOMES DE OLIVEIRAADVOGADOS:VANESSA ANGELICA DE ARAUJO CLEMENTINO WANDERLEY - RO004722ADILSON GOMES DE OLIVEIRA - RO013563IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIAPACIENTE:ADRIANO CRISTO LIMAINTERESSADO:MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE RONDONIA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de ADRIANO CRISTO LIMA, contra decisão monocrática do Desembargador Álvaro Kalix Ferro do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA, que indeferiu pedido de liminar nos autos da Revisão Criminal n. 0806095-53.2025.8.22.0000.
Consta nos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, como incurso no artigo 217-A, caput, do Código Penal, às penas de 08 (oito) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, regime inicial fechado (fls. 24/28).
Interposto recurso de Apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia negou provimento ao recurso, mantendo a sentença (fls. 532/547).
Irresignada, a Defesa interpôs recurso especial, que não foi conhecido (fls. 501/504), com trânsito em julgado em 26/03/2018 (fl. 509), nos termos da ementa (fl. 501):
RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. AUTORIA. ABSOLVIÇÃO. REVISÃO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. PRECEDENTES. RECURSO NÃO CONHECIDO. (REsp n. 1.710.353, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, DJe de 07/03/2018)
Interposta Revisão Criminal, o Desembargador Álvaro Kalix Ferro indeferiu o pedido liminar (fls. 16/19).
Sustenta a Defesa que o paciente foi denunciado em 22/05/2014, como incurso no artigo 217-A do Código Penal e respondeu à ação penal em liberdade e, em 26/03/2018, quando do trânsito em julgado da decisão condenatória, sobreveio decreto prisional, do qual o Paciente não tomou ciência, nem pessoalmente, nem por informação do advogado constituído a época (fl. 05).
Assevera que, em 07/04/2025, o paciente foi preso ao chegar do trabalho em sua residência e, somente a partir de sua prisão, que o Paciente soube que fora condenado a 8 anos, 10 meses e 15 dias, pela suposta prática do tipo penal descrito no -A do Código Penal (fl. 05).
