Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. RAPHAEL DORNELLAS DA CUNHA MARRASCHI (IMPETRANTE)
- Advogados
- RAPHAEL DORNELLAS DA CUNHA MARRASCHI (OAB 166827/RJ), ALVANIR FERREIRA DE SOUZA (OAB 74928/RJ)
HC 1050962/RJ (2025/0442190-4)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:RAPHAEL DORNELLAS DA CUNHA MARRASCHIADVOGADOS:ALVANIR FERREIRA DE SOUZA - RJ074928RAPHAEL DORNELLAS DA CUNHA MARRASCHI - RJ166827IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:DIOGO SOUZA LOPES DE GIACOMOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de D S L DE G contra despacho proferido por Des. do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (processo n. 0002378-72.2024.8.19.0004).
Consta dos autos que (fl. 3):
O Paciente, réu na ação penal, processo n°. 0002378- 72.2024.8.19.0004, foi processado e, após o trâmite regular do feito, o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro proferiu acórdão no julgamento de Apelação Criminal interposto pela defesa.
Neste acórdão, o Tribunal, de ofício, excluiu a majorante do inciso II, do artigo 226, do Código Penal, redimensionando a reprimenda final para 09 (nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão. Intimado do acórdão em 03/07/2025, e manifestando ciência expressamente no dia seguinte (04/07/2025), o Ministério Público, titular da ação penal, conformou-se com o resultado e deixou transcorrer in albis o seu prazo recursal, operando-se o trânsito em julgado para a acusação, portanto, em data de 22/07/2025.
JÁ a defesa do paciente interpôs, de forma tempestiva, recurso especial e extraordinário.
Neste writ, a defesa aduz que na "data de 29/07/2025, após a preclusão máxima para a acusação, um terceiro peticionou nos autos, requerendo, além de sua habilitação como assistente de acusação, a decretação de prisão cautelar do paciente e que a vítima fosse comunicada dos atos processuais nos termos do artigo 201, § 2º, do CPP" (fl. 3).
Explica que o "eminente Desembargador relator do acórdão que, em decisão monocrática, acolheu o pedido de habilitação do assistente de acusação determinando, inclusive, a regularização para futuras intimações, indeferindo, porém, o pedido de prisão preventiva. Ao tomar conhecimento desta decisão, o assistente de acusação (que somente se habilitou após o trânsito em julgado para a acusação), opôs embargos de declaração alegando omissão da decisão, e requerendo, de forma surpreendente e teratológica, que lhe fosse devolvido o prazo para que pudesse recorrer do acórdão que julgou a apelação e reduziu a pena do paciente. Com efeito, os embargos de declaração opostos não foram conhecidos, porém, de forma tão surpreendente quanto, e apesar da ilegalidade e teratologia do pedido, o requerimento foi acolhido, tendo sido determinado nova abertura do prazo legal, a contar desta nova decisão, para fins de possibilitar interposição de recurso especial por parte da assistência à acusação. Fato é que em 29/09/2025, ou seja, 69 (sessenta e nove) dias após o trânsito em julgado para a acusação, o assistente interpôs recurso especial junto ao Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, objetivando a reforma do acórdão que reduziu a pena do paciente, tendo a defesa do paciente sido intimada para apresentar contrarrazões ao recurso em data de 05/11/2025" (fl. 4).
