Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. CRISTIANO DE SOUZA NUNES (IMPETRANTE)
- Advogados
- CRISTIANO DE SOUZA NUNES (OAB 157083/MG), ANDERSON DOS SANTOS DANGELO (OAB 87656/MG)
HC 1051895/MG (2025/0446496-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CRISTIANO DE SOUZA NUNESADVOGADOS:ANDERSON DOS SANTOS DANGELO - MG087656CRISTIANO DE SOUZA NUNES - MG157083IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:J V R FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de J V R F em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.25.444763-4/ 000.
Consta dos autos que foi julgada procedente a representação pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 217-A, caput, na forma do art. 71, caput, ambos do Código Penal, tendo sido imposta ao paciente a medida socioeducativa de internação.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a determinação de início imediato da medida socioeducativa de internação "representa nítida execução antecipada da pena" (fl. 4), que viola a garantia constitucional da presunção de inocência.
Alega que não foi apresentada fundamentação idônea para a aplicação da medida socioeducativa de internação e não estão presentes as hipóteses que autorizam a sua imposição, previstas no art. 122 do ECA.
Aduz, por fim, que "desde o cometimento do ato infracional se decorreram aproximadamente 5 anos" (fl. 6) e que o paciente possui ocupação lícita e está devidamente matriculado na escola.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a extinção da medida socioeducativa aplicada ao paciente.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
