Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRADO), 1. DANIEL SILVA DE JESUS (IMPETRANTE)
- Advogados
- DANIEL SILVA DE JESUS (OAB 16847/MA), JOSE TANCREDO LOPES CARVALHO (OAB 22363/MA)
HC 1052437/MA (2025/0449227-0)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DANIEL SILVA DE JESUSADVOGADOS:JOSE TANCREDO LOPES CARVALHO - MA022363DANIEL SILVA DE JESUS - MA016847IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOPACIENTE:ANTONIELSON DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ANTONIELSON DA SILVA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO.
Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente em 17/9/2025 e foi denunciado pela suposta prática da conduta descrita no art. 217-A, caput, do Código Penal.
O impetrante sustenta a possibilidade do afastamento da Súmula n. 691 do STF, tendo em vista a ocorrência de flagrante ilegalidade e a existência de decisão teratológica.
Aduz que as circunstâncias da prática criminosa não são suficientes para respaldar a prisão preventiva, a qual teria sido amparada na gravidade do delito e na comoção social, o que seria inadmissível pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Defende que deve ser respeitado o princípio da presunção de inocência e informa que a fase investigativa já se encerrou, sendo possível o controle do acusado por meio de medidas cautelares alternativas.
Salienta a inexistência de elementos capazes de justificar a segregação cautelar e assevera que a decisão que determinou a custódia foi proferida muito tempo após o suposto fato criminoso, sem reiteração delitiva durante esse período.
Requer, liminarmente e no mérito, o trancamento da ação penal ou a revogação da prisão preventiva, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas.
É o relatório.
É pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que o habeas corpus, porquanto vinculado à demonstração de plano da ilegalidade alegada, exige provas pré-constituídas dos elementos fáticos essenciais para a apreciação do pedido, sendo ônus da parte impetrante juntar a documentação necessária no momento da impetração.
