Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1052638/RJ (2025/0450358-3)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:CLAUDIO FRANCO DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de C F DA S – condenado pelo crime do art. 215-A do Código Penal, à pena de 1 ano e 7 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, com substituição por medida de segurança de internação –, em que a defesa aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que, em 14/10/2025, negou provimento ao recurso defensivo (Apelação Criminal n. 0845145-04.2024.8.19.0001 - fls. 13/15).
Em suma, a impetrante sustenta que é cabível o manejo do writ para obstar a perda do objeto e assegurar urgência, pois o processamento de recurso especial se mostraria ineficaz diante do cumprimento da sanção.
Aduz a possibilidade de substituir a internação por tratamento ambulatorial, alegando que o laudo pericial indicou expressamente tratamento ambulatorial contínuo, e que a manutenção da internação afronta o art. 98 do Código Penal.
Afirma que a discricionariedade judicial não autoriza desqualificar a prova técnica sem fundamentação idônea, devendo, se o caso, determinar-se nova perícia.
Argumenta que a medida de internação é inadequada e desproporcional ao quadro clínico, por submeter o semi-imputável a restrição potencialmente mais gravosa que a pena do imputável.
Defende, ademais, que a pena-base foi fixada de forma desarrazoada, com bis in idem e uso de elementares do tipo na valoração negativa das circunstâncias do crime, além de indevido aproveitamento de prejuízos materiais estranhos ao fato e de consequências emocionais ordinárias sem comprovação técnica, pleiteando a fixação no mínimo legal.
Requer a substituição da medida de segurança de internação por tratamento ambulatorial e a fixação da pena-base no mínimo legal ou em patamar razoável (fl. 12).
