Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. LEONEL BOBSIN DE CASTRO MEDEIROS (IMPETRANTE)
- Advogados
- GIAN DIAS DE OLIVEIRA (OAB 107737/RS), LEONEL BOBSIN DE CASTRO MEDEIROS (OAB 128729/RS), TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (OAB 103940/RS)
HC 1053584/RS (2025/0455912-4)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:LEONEL BOBSIN DE CASTRO MEDEIROSADVOGADOS:TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA - RS103940GIAN DIAS DE OLIVEIRA - RS107737LEONEL BOBSIN DE CASTRO MEDEIROS - RS128729IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:CESAR AUGUSTO GESSWEININTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de CÉSAR AUGUSTO GESSWEIN em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 24 anos de reclusão em regime fechado como incurso nas sanções dos arts. 217-A, caput, 61, II, f, e 71, parágrafo único, do Código Penal.
A defesa alega ser possível o conhecimento deste habeas corpus como substitutivo de ação revisional, diante da patente ilegalidade na dosimetria e para evitar demora excessiva do meio próprio.
Afirma que, caso não se conheça do writ, deve ser concedida a ordem de ofício para ajustar a pena diante da ilegalidade manifesta.
Assevera que há bis in idem na dosimetria do fato relativo à vítima J., porque a negativação da culpabilidade se baseou no mesmo quadro fático usado para aplicar a agravante do art. 61, II, f, do Código Penal (prevalecimento de relações de hospitalidade).
Aduz que, no fato relativo à vítima B., também ocorreu bis in idem na culpabilidade e que a valoração negativa das circunstâncias foi inidônea, pois a referência à "simulação de brincadeiras" não extrapola o tipo penal nem demonstra maior reprovabilidade.
Defende que, no fato referente à vítima S., igualmente há bis in idem na culpabilidade e inidoneidade na negativação das circunstâncias pelo mesmo motivo de "simulação de brincadeiras".
Entende que, com o afastamento das ilegalidades, deve haver redução do quantum de cada fato, inclusive com impacto sobre o parâmetro utilizado para a continuidade delitiva específica.
