Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), ALYSSON FLEURY DE MACEDO (IMPETRANTE)
- Advogado
- ALYSSON FLEURY DE MACEDO (OAB 041907/GO)
HC 965536/GO (2024/0459229-6)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:ALYSSON FLEURY DE MACEDOADVOGADO:ALYSSON FLEURY DE MACEDO - GO041907IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:J G DE O FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de J G DE O F, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS no julgamento da Ação Penal n. 0023025-20.2016.8.09.0175.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado pela prática do crime de estupro de vulnerável.
O habeas corpus impetrado perante o Tribunal de origem não foi conhecido, nos termos do acórdão assim ementado (fl. 26):
"HABEAS CORPUS. AÇÃO PENAL ABSOLVIÇÃO. INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA APRECIADA EM RECURSO APELATÓRIO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA COMO AUTORIDADE COATORA.
O esgotamento da jurisdição do Tribunal de Justiça para apreciação da matéria objeto do habeas corpus, já examinada pela Corte, no julgamento de recurso apelatório, assumindo a condição de autoridade coatora, a ação mandamental deve ser ajuizada no Superior Tribunal de Justiça, art. 105, inciso I, letra "c", da Constituição Federal.
ORDEM NÃO CONHECIDA".
No presente writ, a defesa sustenta que não restou comprovada a justa causa para a condenação do paciente à pena de 13 anos e 9 meses de reclusão, no regime inicial fechado, pela prática do crime de estupro de vulnerável em continuidade delitiva.
Defende a ausência de provas da materialidade e autoria delitivas.
Requer "o trancamento do presente procedimento criminal" (fl. 21) e a concessão da liberdade provisória mediante a aplicação de medidas cautelares diversas.
É o relatório.
Decido.
Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal e do próprio Superior Tribunal de Justiça.
