Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (OAB 0000000/DF)
HC 965906/ES (2024/0461407-5)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:K H L MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de K H L M contra acórdão assim ementado:
APELAÇÃO CÍVEL. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33, DA LEI Nº 11.343/06). ABSOLVIÇÃO. DEPOIMENTO DE POLICIAIS. PROVAS SUFICIENTES PARA A PROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO. RECURSO IMPROVIDO. 1. Deve ser conferida credibilidade à palavra do policial militar, por tratar-se de agente público e sem interesse direto na causa, principalmente quando são firmes e sem contradições, porém desde que em harmonia com os elementos constantes dos autos, o que é justamente o presente caso. 2. Não é verosímil a tese de desconhecimento alegada pelo recorrente, a se considerar a quantidade vultuosa de entorpecentes apreendidas e as circunstâncias em que o adolescente se apresentava, acompanhado de outros agentes. 3. Recurso conhecido e, no mérito, improvido.
Consta dos autos que o paciente foi submetido à medida socioeducativa de liberdade assistida pelo prazo de seis meses, em razão da prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/06.
A defesa alega, em síntese, que a condenação do paciente por ato infracional análogo ao tráfico de drogas carece de fundamentação adequada, não havendo elementos concretos que indiquem a destinação comercial das substâncias apreendidas. Sustenta que os depoimentos dos policiais, embora possuam fé pública, não comprovam a prática de atos de comércio ou a existência de investigação que demonstrasse a traficância, baseando-se apenas em suposições. Afirma que não foram apreendidos materiais típicos de traficância, como balança de precisão ou anotações, e que a quantidade de drogas encontrada seria compatível com uso pessoal.
Ao final, requer a concessão da ordem para desconstituir a condenação imposta ao paciente pela prática de ato infracional equiparado ao delito previsto no aput, da
