TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (IMPETRANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIORADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:D R PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAProcesso distribuído pelo sistema automático em 05/03/2025.
AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA QUINTA TURMA
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (AGRAVADO), MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), D R P (AGRAVANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
AgRg no HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAAGRAVANTE:D R PADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 20/02/2025 a 26/02/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Edital
D
Órgão
AJC COORDENADORIA DE JULGAMENTO COLEGIADO DA QUINTA TURMA
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (AGRAVADO), MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), D R P (AGRAVANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
AgRg no HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAAGRAVANTE:D R PADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAProcesso incluído, por aditamento, à pauta de Julgamentos da QUINTA TURMA, Sessão Virtual do dia 20/02/2025 00:00:00, com encerramento no dia 26/02/2025 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA (AGRAVADO), MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), D R P (AGRAVANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
AgRg no HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAAGRAVANTE:D R PADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAVista à(s) parte(s) agravada(s) para impugnação do Agravo Regimental (AgRg).
Intimação
D
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (IMPETRANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAIMPETRANTE:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIORADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:D R PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão assim ementado:
APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL COM CAUSA ESPECIAL DE AUMENTODE PENA (CP, ART. 217-A, CAPUT, C/C O ART. 226, II). SENTENÇACONDENATÓRIA. RECURSO DO RÉU. DOSIMETRIA. AFASTAMENTO DA MAJORANTE DO ART. 226, II, DOCÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE AUTORIDADE SOBRE A VÍTIMA. IMPOSSIBILIDADE. ACUSADO QUE É TIO DA OFENDIDA. CAUSADE AUMENTO DE PENA MANTIDA. Independente da comprovação de efetiva autoridade exercida sobre a vítima, acausa de aumento de pena pretende punir com maior rigor situações em que hámaior reprovabilidade moral da conduta do agente que abusa de relações deintimidade e confiança, como no caso em análise em que o abusador é tio davítima. INDENIZAÇÃO. EXCLUSÃO POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOIDÔNEO. IMPOSSIBILIDADE. DANO MORAL IN RE IPSA. PEDIDO DOMINISTÉRIO PÚBLICO NA DENÚNCIA. SENTENÇA MANTIDA."[...] em se tratando de violência doméstica e familiar contra a mulher, estamosdiante do dano moral in re ipsa, o qual dispensa prova para sua configuração"(STJ, AgRg no R Esp n. 1.686.224/MS, relator Ministro Sebastião Reis Júnior,Sexta Turma, julgado em 3/4/2018, D Je de 9/4/2018). INDENIZAÇÃO. REDUÇÃO DO MONTANTE. NÃO ACOLHIMENTO. VALOR DENTRO DOS PARÂMETROS COSTUMEIRAMENTEUSADOS POR ESTE ÓRGÃO JULGADOR. SENTENÇA MANTIDA NOPONTO. A fixação do valor de indenização, à míngua de balizas objetivas paraquantificar o dano moral, deve ser norteada pelos princípios da razoabilidade eproporcionalidade e do propósito pedagógico e compensatório da medida, aomesmo tempo que não importe em enriquecimento sem causa ao seudestinatário. Está claro na sentença que, ao fixar o quantum indenizatório,foram observadas as referidas referências, não trazendo o recorrente qualquerargumento que justifique a reforma.JUSTIÇA GRATUITA. HIPOSSUFICIÊNCIA FINANCEIRA NÃODEMONSTRADA PREVIAMENTE NOS AUTOS. INDEFERIMENTO. POSSIBILIDADE DE NOVA ANÁLISE NO JUÍZO DE ORIGEM. O requerimento de concessão dos benefícios da gratuidade da justiça deve estaracompanhado da prova da hipossuficiência econômica alegada, devendo serindeferida a solicitação da benesse desacompanhada de substrato probatório. Ademais, cabe ao juízo de primeiro grau, ao apurar o valor das custas finais,reavaliar a situação de hipossuficiência do apenado, concedendo-lhe, se for ocaso, os benefícios da justiça gratuita. RECURSO NÃO PROVIDO.
Intimação
D
Órgão
SECRETARIA JUDICIÁRIA
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (IMPETRANTE)
Advogados
MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR (OAB 019972/SC), BRUNO LUIZ MARTINAZZO (OAB 043644/SC)
HC 966025/SC (2024/0462205-2)RELATORA:MINISTRA DANIELA TEIXEIRAIMPETRANTE:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIORADVOGADOS:MARCO ANTONIO VASCONCELOS ALENCAR JUNIOR - SC019972BRUNO LUIZ MARTINAZZO - SC043644IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:D R PINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAProcesso distribuído pelo sistema automático em 05/12/2024.
D. R. P., foi condenado a pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao art. 217-A, c/c art, 226, inciso II, ambos do Código Penal.
A defesa alega, em síntese, que as provas constantes nos autos não demonstração de autoridade exercida sobre a vítima, que à época também era menor de idade, sendo inaplicável a agravante artigo 226, II, do Código Penal.
Ao final, requer liminar e definitivamente a concessão da ordem para afastar a majorante prevista no artigo 226, II, do Código Penal, com a revisão da pena do paciente.
É o relatório.
Decido.
A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sedimentou orientação no sentido de não admitir habeas corpus em substituição a recurso próprio ou a revisão criminal, situação que impede o conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que se verifica flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal.
Veja-se:
"O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de recurso próprio, a fim de que não se desvirtue a finalidade dessa garantia constitucional, com a exceção de quando a ilegalidade apontada é flagrante, hipótese em que se concede a ordem de ofício"
(AgRg no HC n. 895.777/PR, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 2/4/2024, DJe de 8/4/2024).
"De acordo com a jurisprudência do STJ, não é cabível o uso de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando não há indicação de incidência de alguma das hipóteses previstas no art. 621 do CPP. Precedentes"
(AgRg no HC n. 864.465/SC, Relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18/3/2024, DJe de 20/3/2024).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no mesmo sentido:
"Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma desta Corte, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux) (...) A orientação jurisprudencial deste Tribunal é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 4. O caso atrai o entendimento desta Corte no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante outros Tribunais (HC 146.113-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; e HC 110.420, Rel. Min. Luiz Fux). (...)
(HC 225896 AgR, Relator Ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, julgado em 15/5/2023, DJe de 17/5/2023).
O entendimento é de elevada importância, devendo ser utilizado para preservar a real utilidade e eficácia da ação constitucional, qual seja, a proteção da liberdade da pessoa, quando ameaçada por ato ilegal ou abuso de poder, garantindo a necessária celeridade no seu julgamento.
Do voto condutor do acórdão recorrido extraem-se os seguintes trechos de relevo, cujos pontos ora destacados passam a integrar a presente fundamentação (e-STJ fls. 14-18):
Razão não lhe assiste. Isto porque, como bem destacado pelo magistrado sentenciante, "o denunciadoé irmão da mãe da vítima, portanto, tio de A., motivo pelo qual perfeitamente aplicável acausa de aumento em decorrência do parentesco, não se tratando de abuso em decorrência darelação de autoridade, espécie distinta de majorante, também prevista no referido inciso".Nas palavras de Luiz Regis Prado "a expressão 'ou por qualquer outro títulotiver autoridade sobre ela' é cláusula genérica para conferir maior pena a outros agentes nãonomeados no inciso, como o carcereiro em relação ao recluso ou reclusa ou mesmo aqueleque cuida de estabelecimento que recebe crianças abandonadas (PRADO, 2019, p. 598)". eCom efeito, independente da comprovação de efetiva autoridade exercida sobrea vítima, a causa de aumento de pena pretende punir com maior rigor situações em que hámaior reprovabilidade moral da conduta do agente que abusa de relações de intimidade econfiança, como no caso em análise. Destarte, deve ser mantida a majorante do art. 226, II, do Código Penal.
A alteração da dosimetria e análise que pretende a defesa demandaria reexame de fatos, inviável na via estreita do habeas corpus:
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. EXCLUSÃO DE CIRCUNSTÂNCIAS QUALIFICADORA. IMPOSSIBILIDADE. DILAÇÃO PROBATÓRIA. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. DOSIMETRIA DA PENA. PENA-BASE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PENA RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. VETORIAL "CONSEQUÊNCIAS DO CRIME". ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I. CASO EM EXAME
1. Habeas corpus substitutivo de revisão criminal impetrado contra acórdão que negou provimento ao recurso de apelação, mantendo condenação por homicídio qualificado, com pena de 10 anos e 5 meses de reclusão.
2. A defesa alega a inexistência de prova da circunstância qualificadora do crime, nulidade da sentença condenatória e constrangimento ilegal na dosimetria da pena, requerendo redimensionamento para excluir circunstâncias judiciais negativadas. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. A questão em discussão consiste em saber se há constrangimento ilegal na dosimetria da pena que justifique a concessão de habeas corpus.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. O habeas corpus não é admitido como substitutivo de recurso próprio, salvo em casos de flagrante ilegalidade.
5. Conforme a jurisprudência desta Corte Superior, para afastar a qualificadora, como pretende o impetrante, representaria usurpação da competência do Tribunal do Júri e demandaria o inviável reexame de fatos e de provas, inviável na estreita via do writ, de cognição sumária e rito célere.
6. A dosimetria da pena foi devidamente fundamentada pelo juiz de primeiro grau, observando as diretrizes do art. 59 do Código Penal.
Ademais, a vítima era um jovem trabalhador de 23 (vinte e três) anos de idade, à época dos fatos e teve sua vida precocemente ceifada, de modo trágico, esfaqueado pelas costas, quanto tinha uma inteira pela frente, deixando família e amigos.
7. A jurisprudência do STJ permite a revisão da dosimetria apenas em casos de manifesta ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso.
IV. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.
(HC n. 809.301/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 5/11/2024, DJe de 11/11/2024.)
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PEDIDO DE REVALORAÇÃO DAS PROVAS. REEXAME FÁTICO. IMPOSSIBILIDADE. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO E NULIDADE DAS PROVAS. QUESTÃO DO SILÊNCIO QUE NÃO INFLUENCIOU NA CONDENAÇÃO.
1. Apesar de ínfima quantidade de drogas, saliento que, para desconstituir a convicção da instância ordinária quanto aos fatos trazidos (o dinheiro encontrado e as anotações referentes a possível tráfico de drogas e também o fato de ter sido oferecido dinheiro aos policiais), imprescindível seria o revolvimento fático-probatório dos autos, providência inviável de se promover no rito célere e estreito do habeas corpus ou do recurso que lhe faz as vezes.
2. Agravo regimental improvido.
(AgRg no HC n. 901.231/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 13/11/2024, DJe de 29/11/2024.)
Pelo exposto, não conheço do habeas corpus substitutivo e, na análise de ofício, não visualizo elementos capazes de caracterizar flagrante ilegalidade.