Intimação
D- Órgão
- 2ª Câmara Criminal
- Classe
- RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
- Destinatário
- ANA KARLA DA SILVA ARAUJO
- Advogados
- EMERSON CARVALHO CARDOSO (OAB 9571/MA), ANA KARLA DA SILVA ARAUJO (OAB 18321/MA)
ESTADO DO MARANHÃO PODER JUDICIÁRIO 2ª CÂMARA CRIMINAL AUTOS: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO - 0804394-51.2021.8.10.0026 REQUERENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO REPRESENTANTE: ESTADO DO MARANHAO - PROCURADORIA GERAL DA JUSTICA Advogado/Autoridade do(a) REQUERENTE: ANA KARLA DA SILVA ARAUJO - MA18321-A RECORRIDO: N. F. DOS S. Advogado/Autoridade do(a) RECORRIDO: EMERSON CARVALHO CARDOSO - MA9571-A RELATOR: FRANCISCO RONALDO MACIEL OLIVEIRA ÓRGÃO JULGADOR COLEGIADO: 2ª CÂMARA CRIMINAL
EMENTA
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ART. 121, §2º, VII, DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR: NULIDADE DE TODOS OS ATOS POSTERIORES À DENÚNCIA. CRIMES DESCONEXOS. DESMEMBRAMENTOS DOS AUTOS DETERMINADO EM SEDE DE
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PRELIMINAR REJEITADA. MATERIALIDADE E AUTORIA DELITIVAS COMPROVADAS. PEDIDO DE DECOTE DA QUALIFICADORA PREVISTA NO INCISO VII, §2º, DO ART. 121, CP. PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO TENTADO PRA CONDUTA DE DISPARO DE ARMA DE FOGO. INVIABILIDADES. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
I – De acordo com o entendimento da Corte Superior de Justiça, “nos termos do artigo 80 do Código de Processo Penal, o desmembramento do processo constitui faculdade do juiz, motivo pelo qual, inexistindo danos à defesa do paciente, não há falar em nulidade apta a contaminar a ação penal (AgRg no AREsp n. 1.807.901/AM, relator Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, Quinta Turma, julgado em 19/10/2021, DJe de 25/10/2021).
II – Na dicção do art. 563 do CPP, nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. Não basta a simples arguição de prejuízo, indispensável sua efetiva comprovação, ao que não se procedeu.
III – O afastamento de qualificadoras na decisão de pronúncia, somente pode ocorrer quando manifestamente improcedentes e de todo descabidas, hipótese não constatada nos autos.
IV – A desclassificação para a conduta de disparo de arma de fogo somente é admissível se evidente e inquestionável o suporte fático a ensejá-la, de modo que inexistindo prova incontestável de que o agente não queria o resultado morte, nem assumira o risco de produzi-lo, cabe aos Jurados a apreciação sobre a existência ou não do animus necandi.
