Intimação
D- Órgão
- 2ª Câmara Criminal
- Classe
- HABEAS CORPUS CRIMINAL
- Destinatário
- DIEGO MENEZES MIRANDA
- Advogado
- DIEGO MENEZES MIRANDA (OAB 10464/MA)
3 ESTADO DO MARANHÃO PODER JUDICIÁRIO 2ª CÂMARA CRIMINAL SESSÃO VIRTUAL DE 5 a 12 DE SETEMBRO DE 2024 HABEAS CORPUS Nº 0812373-40.2024.8.10.0000 PACIENTE: Leonardo de Souza Santos ADVOGADO: Diego Menezes Miranda (OAB/MA 10.464) IMPETRADO: Juízo da 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital RELATOR: Desemb. Francisco RONALDO MACIEL Oliveira.
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. LATROCÍNIO. DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA NA
SENTENÇA
CONDENATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. CONTEMPORANEIDADE. NÃO VIOLAÇÃO. GRAVIDADE DO CRIME E PROBABILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INVIABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA.
I - Nos termos do art. 387, § 1º, do CPP, quando da prolação da sentença, o magistrado competente deverá decidir acerca da manutenção ou imposição da prisão preventiva, hipótese que encontra-se perfeitamente caracterizada, isto porque o Juiz a quo, apresentou fundamentação robusta e suficiente para o decreto cautelar, ancorando-se no modus operandi utilizado para a prática do crime, considerando sua gravidade em concreto e probabilidade de reiteração delitiva, circunstâncias que perfazem o periculum libertatis.
II - Não há que se falar em ausência de contemporaneidade da prisão, pois as circunstâncias do caso revelam que a segregação foi decretada com base em elementos concretos que indicam uma grande periculosidade do Paciente, elementos esses que estavam presentes por ocasião da sentença condenatória, não havendo que se cogitar, assim, do desaparecimento do risco à ordem pública pelo mero decurso do tempo.
III - Ordem denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Habeas Corpus nº 0812373-40.2024.8.10.0000, em que figuram como partes os retromencionados, ACORDAM os Senhores Desembargadores da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, por unanimidade e de acordo com o parecer da PGJ, em DENEGAR A ORDEM, nos termos do voto do Desembargador Ronaldo Maciel. Acompanharam o voto do Desembargador Relator os Senhores Desembargadores SEBASTIÃO JOAQUIM LIMA BONFIM e VICENTE DE PAULA GOMES DE CASTRO.
