Publicacao/Comunicacao
Intimação
APELANTE: ITAPEVA VII MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO-PADRONIZADOS ADVOGADO: JOSÉ ALMIR DA R. MENDES JÚNIOR OAB/RN 392- A 1º
APELADO: ANA CAROLINE SILVA DE MACEDO ADVOGADO: HENRY WALL GOMES FREITAS OAB/MA 10.502 2º
APELANTE: ANA CAROLINE SILVA DE MACEDO ADVOGADO: HENRY WALL GOMES FREITAS OAB/MA 10.502 2º
APELADO: ITAPEVA VII MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO-PADRONIZADOS ADVOGADO: JOSÉ ALMIR DA R. MENDES JÚNIOR OAB/RN 392- A RELATOR: DESEMBARGADOR RAIMUNDO JOSÉ BARROS DE SOUSA EMENTA APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. DANO MORAL IN RE IPSA. MAJORAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. 1º APELO DESPROVIDO. 2º APELO PROVIDO. I. O cerne da demanda consiste em verificar se há reponsabilidade do Apelante pela indevida negativação do nome da consumidora, bem como se é cabível a majoração da indenização pelo dano moral. II. Não restou comprovada a existência do débito pelo 1º Apelante, pois não acostou o contrato da dívida originária que supostamente a consumidora detinha com o Banco cedente, tampouco o termo de cessão de crédito juntado serve a tal fim, vez que no referido documento (Id nº. 13418887) não há referência sobre qual crédito está sendo cedido na oportunidade. III. Andou bem o magistrado sentenciante ao reconhecer a inexistência do débito, bem como em condenar o Apelante ao pagamento de dano moral, que na espécie é in re ipsa, ou seja, decorre do ato ilícito de incluir indevidamente o nome do apelado no órgão de proteção ao crédito. IV. A indenização deve ser majorada para R$ 5.000,00 (cinco mil reais) valor que está de acordo com os critérios da razoabilidade e proporcionalidade e adequa-se plenamente às peculiaridades do caso, além de observar os precedentes desta Corte de Justiça em casos análogos. V. 1º Apelação desprovida. 2º Apelo provido. ACÓRDÃO
Acórdão (expediente) - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO QUINTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº: 0803157-11.2020.8.10.0060 – TIMON 1º Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Excelentíssimos Senhores Desembargadores da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, à unanimidade, em conhecer ambos os recursos, para negar provimento ao 1º apelo e dar provimento ao 2º apelo, nos termos do voto do Desembargador Relator. Participaram deste julgamento os Senhores Desembargadores Raimundo José Barros de Sousa (Relator), José de Ribamar Castro e Raimundo Moraes Bogea Funcionou pela Procuradoria Geral de Justiça o Doutor Joaquim Henrique De Carvalho Lobato. Sessão Virtual da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, em São Luís, do período 25 de abril a 02 de maio de 2022. Desembargador RAIMUNDO José BARROS de Sousa Relator