Intimação
D- Órgão
- 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE CUIABÁ
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatários
- LATAM AIRLINES GROUP S/A, NATALLY CRISTINE TELLES PIO
- Advogados
- MARCIA REGINA ALMEIDA DOS SANTOS (OAB 19840/MT), ARACELLY COUTO MACEDO MATTOS (OAB 22341/BA), FABIO RIVELLI (OAB 19023/MT)
ESTADO DE MATO GROSSO
PODER JUDICIÁRIO 1º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE CUIABÁ
SENTENÇA
Processo: 1069786-60.2025.8.11.0001.
REQUERENTE: NATALLY CRISTINE TELLES PIO
REQUERIDO: LATAM AIRLINES GROUP S.A.
Vistos, etc... Processo na etapa de instrução e sentença. Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS proposta por NATALLY CRISTINE TELLES PIO em face de LATAM AIRLINES GROUP S.A, objetivando o recebimento de indenização por danos morais e materiais, uma vez que o voo originalmente contratado foi cancelado, havendo remarcação e consequente atraso para chegar ao destino final Narra a parte promovente que adquiriu passagem aérea com a promovida cujo itinerário ocorreria da seguinte maneira: saída de Brasília no dia 01/10/2025, às 04h45min e chegando em São Paulo às 06h35min, VOO LA3657.
Relata que chegou com antecedência ao aeroporto, todavia, o voo contratado fora cancelado, sendo remarcado para decolar às 20h55min, chegando ao destino final somente às 22h45min. Informa ainda que "chegou com mais de 16 (dezesseis) horas de atraso ao seu destino final, sem nenhuma assistência prestada pela Requerida”. Dessa forma, pleiteia a condenação da parte promovida ao pagamento de indenização por danos morais e materiais.
Realizada a audiência para tentativa de conciliação, esta restou frustrada. A promovida apresentou contestação e arguiu preliminar de inépcia da inicial e requereu a aplicação do Código Brasileiro de Aeronáutica. No mérito, argumenta que não houve preterição de embarque ou qualquer contingência no voo em questão, conforme seus sistemas internos. Sustenta que a autora não juntou documentos essenciais que comprovem o alegado atraso ou a realocação, não sendo possível apurar a causa do ocorrido.
Por fim, alega que o não embarque da autora se deu por "no show" (não comparecimento) e que ela não apresentou prova mínima dos fatos alegados. Alega ausência de ato ilícito e dever de indenizar, razão pela qual pugna pela improcedência da pretensão inicial. A parte promovente apresentou impugnação e rechaçou a preliminar de inépcia da inicial, afirmando que, ao contrário do alegado pela ré, juntou os cartões de embarque tanto do voo original contratado quanto do voo em que foi realocada (ID 210865199 e 210865200), comprovando o atraso e a alteração.
