Publicacao/Comunicacao
Intimação - decisão
ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO PRIMEIRA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO Número Único: 0001492-97.2018.8.11.0039 Classe: APELAÇÃO CÍVEL (198) Assunto: [Espécies de Contratos] Relator: Des(a). MARCIO APARECIDO GUEDES Turma Julgadora: [DES(A). MARCIO APARECIDO GUEDES, DES(A). NILZA MARIA POSSAS DE CARVALHO, DES(A). SEBASTIAO BARBOSA FARIAS] Parte(s): [BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (APELANTE), EDUARDO JANZON AVALLONE NOGUEIRA - CPF: 135.207.888-02 (ADVOGADO), GUSTAVO RODRIGO GOES NICOLADELI - CPF: 729.961.619-04 (ADVOGADO), FABIULA MULLER - CPF: 965.365.439-04 (ADVOGADO), BANCO DO BRASIL SA - CNPJ: 00.000.000/0001-91 (REPRESENTANTE), ARAUJO COMERCIO DE LENHAS E SERVICOS LTDA - CNPJ: 05.355.139/0001-71 (APELADO), GUSTAVO TOSTES CARDOSO - CPF: 483.383.111-20 (ADVOGADO), WELLINGTON MOURA DE MORAES - CPF: 031.261.341-57 (APELADO), IVONETE LOPES DA TRINDADE ARAUJO - CPF: 978.891.481-00 (APELADO), MIRIAN COSTA CARDOSO - CPF: 593.563.241-15 (ADVOGADO)] A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos os autos em epígrafe, a PRIMEIRA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, sob a Presidência Des(a). SEBASTIAO BARBOSA FARIAS, por meio da Turma Julgadora, proferiu a seguinte decisão: POR UNANIMIDADE, PROVEU PARCIALMENTE O RECURSO. E M E N T A RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO MONITÓRIA – CONTRATO PARA DESCONTO DE TÍTULOS – ENCARGOS CONTRATUAIS – COMISSÃO DE PERMANÊNCIA – INCIDÊNCIA ATÉ O AJUIZAMENTO DA AÇÃO - POSSIBILIDADE – APÓS O AJUIZAMENTO APLICA-SE CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS A PARTIR DA CITAÇÃO – PRECEDENTES DESTE EG. TRIBUNAL - RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO –
DECISÃO
Acórdão - SENTENÇA REFORMADA. 1. “no período de inadimplemento contratual, a comissão de permanência, à taxa média do mercado apurada pelo Banco Central do Brasil e limitada à taxa do contrato, desde que não esteja cumulada com correção monetária (Súmula 30/STJ), com juros remuneratórios (Súmula 296/STJ), com juros moratórios nem com multa contratual” (AgInt no REsp n. 1.384.384/SC, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 13/10/2022). 2. “Os critérios de atualização da dívida e remuneração do capital mutuado têm aplicação até o momento do início da relação jurídico-processual, com o ajuizamento da ação monitória após o que, o valor do débito deve ser acrescido apenas de correção monetária (pelo índice contratado) e juros de mora legais a partir da citação” (TJMT - 2ª Câmara Cível - RAC nº 153.254/2013 - Desa. Marilsen Andrade Addario, J. 25.06.2014, DJe 01.07.2014). R E L A T Ó R I O
Cuida-se de recurso de APELAÇÃO CÍVEL interposto por BANCO DO BRASIL S.A. contra a r. sentença proferida pela MM. Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de São José dos Quatro Marcos, que nos autos da ação “Monitória” (Proc. nº 0001492-97.2018.8.11.0039), ajuizada pelo apelante contra ARAUJO COMERCIO DE LENHAS E SERVICOS LTDA. e outros, julgou procedente a pretensão inicial “para o fim de constituir de pleno direito o título executivo judicial embasado no Contrato que instrui a inicial, na forma do art. 702, § 8º, do Código de Processo Civil, aplicando-se correção monetária pelo IGPM/FGV, a partir do descumprimento da parcela com vencimento em 25/10/2017, que ocasionou o saldo devedor em 31/05/2018, do referido contrato e juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir da citação, extinguindo-se o processo com resolução de mérito, nos termos do art. 487, inciso I, do Novo Código de Processo Civil”, bem como condenou a parte ré ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 10% sobre o valor atualizado da causa (cf. Id. 183413678 – pág. 200). A apelante sustenta que “o contrato ajuizado previa a aplicação da comissão de permanência no caso de inadimplemento”, de modo que o Magistrado se equivocou ao substituí-la pela aplicação do índice IGPM e juros moratórios de 1% ao mês; assevera que “a comissão de permanência fora aplicada isoladamente, (motivo pelo qual) entende a requerente não haver problema na sua manutenção”. Pede, pois, o provimento do apelo, para que seja reformada a sentença e fixada corretamente a condenação deferida, aplicando-se a comissão de permanência ao valor do título (cf. Id. nº 183413678 – pág. 203/211). Nas contrarrazões, o apelado refuta os argumentos recursais e torce pelo desprovimento do apelo (cf. Id. nº 183413678 – pág. 248/254). É o relatório. Cuiabá, data registrada no sistema. MARCIO APARECIDO GUEDES Relator V O T O R E L A T O R Data da sessão: Cuiabá-MT, 24/09/2024