Publicacao/Comunicacao
Intimação - Decisão
DECISÃO
APELANTE: SUELY NAGIB RIBEIRO DOS SANTOS Nome: SUELY NAGIB RIBEIRO DOS SANTOS Endereço: Rua Três de Outubro, 456, Guamá, BELéM - PA - CEP: 66075-350 Advogado: SANDRA MARIA MAGNO DE SA OAB: PA26816-A Endereço: Rua Ó de Almeida, 732, - de 385/386 ao fim, Reduto, BELéM - PA - CEP: 66053-190
APELADO: ESTADO DO PARÁ Nome: ESTADO DO PARÁ Endereço: 00, S/N, 00, CONCEIçãO DO ARAGUAIA - PA - CEP: 68540-000 DECISÃO MONOCRÁTICA
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ GABINETE DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JUNIOR APELAÇÃO CÍVEL (198): 0840722-85.2019.8.14.0301
Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por SUELY NAGIB RIBEIRO DOS SANTOS em face de sentença proferida pelo MM. Juizo da 1ª Vara de Fazenda de Belém que, nos autos da AÇÃO DE EXECUÇÃO proposta pelo ESTADO DO PARÁ em desfavor da ora apelante rejeitou a exceção de pré-executividade oposta. Razões recursais sob o ID. 22168142. Contrarrazões recursais sob o ID. 22168145. O recurso foi distribuído, inicialmente, à relatoria da Exma. Desa. Maria Elvina Gemaque Taveira que, encaminhou os autos ao Ministério Público (ID. 24197370). O Ministério Público se absteve em atuar no feito (ID. 24264667). Vieram os autos à minha relatoria, em cumprimento à Emenda Regimental nº. 37/2025. É o relato essencial. Pois bem. Sabe-se que a decisão que rejeita a exceção de pré-executividade tem natureza interlocutória, porquanto não põe fim ao processo. Nos casos em que se acolhe a mencionada defesa e se extingue a execução fiscal, contudo, está-se diante de sentença, sendo cabível o recurso de apelação, ex vi do art. 1.009, caput, do CPC/2015. Na situação sob exame, a decisão que rejeitou a exceção de pré-executividade e desafia a interposição de agravo de instrumento, pois que é o recurso cabível das decisões interlocutórias. No mais, inviável o reconhecimento da fungibilidade recursal, uma vez que, como já entendeu o STJ, a hipótese é de erro grosseiro: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DO EXECUTADO. 1. Na forma da jurisprudência desta Corte, a decisão que rejeita exceção de pré-executividade deve ser desafiada por agravo de instrumento, caracterizando erro grosseiro a interposição de apelação. Incidência da Súmula 83/STJ. 2. Agravo interno desprovido. (STJ - AgInt no AREsp: 1970929 RJ 2021/0255992-6, Relator.: Ministro MARCO BUZZI, Data de Julgamento: 21/02/2022, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 24/02/2022) AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. REJEIÇÃO. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE APELAÇÃO. INADEQUAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. ERRO GROSSEIRO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 83/STJ. 1. A jurisprudência desta Corte orienta que a decisão que rejeita exceção de pré-executividade deve ser desafiada por agravo de instrumento, caracterizando erro grosseiro a interposição de apelação. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1009612/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 03/10/2017, DJe 06/10/2017). Esta Corte tem posicionamento pacificado a esse respeito (Processos nº. s 0058877-82.2013.8.14.0301, 0006053-42.2005.8.14.0006, 0008793-70.2005.8.14.0006 ). Assim exposto, face ao erro grosseiro do recorrente, NÃO CONHEÇO DO RECURSO. Proceda-se a baixa do processo ao juízo de origem para dar continuidade na execução fiscal. Publique-se e Intime-se. Belém (PA), assinado eletronicamente em data e hora registradas no sistema. JOSÉ ROBERTO PINHEIRO MAIA BEZERRA JÚNIOR DESEMBARGADOR RELATOR