PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA 2ª TURMA RECURSAL PERMANENTE DE JOÃO PESSOA GABINETE DO JUIZ ANTÔNIO SILVEIRA NETO RECURSO INOMINADO: 0865730-05.2024.8.15.2001 ORIGEM: 2º JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DA CAPITAL ASSUNTO: ABONO DE PERMANÊNCIA RECORRENTE: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - IPMJP (ADVOGADA PÚBLICA: BELA. ALINE FREIRE PAIVA PITA, OAB/PB 12.233) RECORRIDO: JULIO ALVES COELHO NETO (ADVOGADA: BELA.
ANNA MÁRCIA SILVA RAMALHO, OAB/PB 15.674)
ACÓRDÃO
RECURSO INOMINADO – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C OBRIGAÇÃO DE PAGAR – ADICIONAL DE PERMANÊNCIA INSTITUÍDO PELA LEI MUNICIPAL N. 3.528/1981, DE NATUREZA REMUNERATÓRIA, E ABONO DE PERMANÊNCIA PREVISTA NO ART. 40, § 19, DA CF, DE NATUREZA INDENIZATÓRIA – DISTINÇÃO – POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO – TESE DE NÃO RECEPÇÃO DO ART. 56 PELA EC 41/2003 AFASTADA – PREENCHIMENTOS DOS REQUISITOS LEGAIS – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO – MANUTENÇÃO DA
SENTENÇA
PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS – DESPROVIMENTO DO RECURSO. – Apesar de o adicional de permanência, assim, como o abono de permanência constitucional (art. 40, § 19, da CF), constituir um prêmio ao servidor que permanece em atividade após ter completado o interstício para aposentadoria, são gratificações de naturezas diversas, de modo que podem ser cumuladas, eis que o adicional (Lei Municipal nº 3.528/1981) tem caráter remuneratório, enquanto o abono é indenizatório.
VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS estes autos, referentes ao Recurso Inominado acima identificado, ACORDAM os integrantes da 2ª Turma Recursal Permanente da Capital, por unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO nos termos do voto do relator e certidão de julgamento. Dispensado o relatório, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995 e Enunciado 92 do FONAJE.
VOTO: JUIZ ANTÔNIO SILVEIRA NETO (RELATOR)
: ID 36621123 RAZÕES DO RECORRENTE: ID 36621127 CONTRARRAZÕES DO RECORRIDO: ID 36621140. Conheço do recurso por atender aos requisitos processuais de admissibilidade. A sentença recorrida não há que ser modificada, tendo sido prolatada de acordo com o direito postulado, sem que a parte recorrente tenha demonstrado sua desconformidade, motivo pelo qual a mantenho pelos próprios fundamentos, servindo de acórdão a súmula de julgamento (n fine, ).