Intimação
D- Órgão
- 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais
- Classe
- RECURSO INOMINADO CÍVEL
- Destinatários
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A., ROMILDA BORGES FERREIRA MARTINS, ROMILDA BORGES FERREIRA MARTINS
- Advogados
- WILSON SALES BELCHIOR (OAB 70356/PR), OSVALDO EUGENIO SENHORINHO OLIVO NETO (OAB 50961/PR), PETERSON SARDI (OAB 32788/PR)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 5ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0010334-69.2017.8.16.0069
DECISÃO
MONOCRÁTICA. RECURSOS INOMINADOS. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. TARIFAS BANCÁRIAS. TEMA 958/STJ. TARIFA DE REGISTRO DE CONTRATO. LEGALIDADE DA COBRANÇA. RESTITUIÇÃO INDEVIDA. TARIFA DE AVALIAÇÃO DE BEM. SERVIÇO EFETIVAMENTE PRESTADO. LAUDO DE VISTORIA COLACIONADO. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA. RESTITUIÇÃO INDEVIDA. SEGURO. CONTRATAÇÃO EM APARTADO COMPROVADA. LEGALIDADE DA COBRANÇA. TEMA 972/STJ. RESTITUIÇÃO INDEVIDA.
ENTENDIMENTO UNÂNIME DA 5ª TURMA RECURSAL.
SENTENÇA
PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSO DA PARTE RÉ PARCIALMENTE CONHECIDO E PROVIDO. RECURSO DA PARTE AUTORA CONHECIDO E DESPROVIDO.
1. Considerando o disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95 e Enunciado 92 do FONAJE, dispensado o relatório.
2. No presente caso, é cabível o julgamento monocrático, considerando o disposto no art. 1.011, inc. I e art. 932, inc. IV e V, “b” do CPC, e que a fundamentação supra tem por base acórdãos do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de recursos repetitivos.
3. Estando presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço dos recursos.
4. No caso em apreço, denota-se que a parte requerida carece de interesse recursal no que tange ao pedido de reforma da sentença para afastar a repetição do indébito na forma dobrada. Conforme sintetiza Nelson Nery, o interesse recursal: “consubstancia-se na necessidade que tem o recorrente de obter anulação ou reforma da decisão que lhe foi desfavorável. É preciso, portanto, que tenha sucumbido, entendida a sucumbência aqui como a não obtenção, pelo recorrente, de tudo o que poderia ter sido obtido com o processo [...]”[1].
Compulsando os autos, é possível verificar que a sentença prolatada condenou a parte requerida a restituir de forma simples os valores cobrados indevidamente, restando afastada a devolução em dobro. Desta forma, carece de interesse recursal o pedido de reforma da sentença para afastar a repetição do indébito em dobro, de modo que este não deve ser conhecido.
