Intimação
D- Órgão
- 1ª Vice-Presidência
- Classe
- PETIÇÃO CRIMINAL
- Destinatários
- MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, TADEU ALEXANDRE MIKOLAIEWSKI
- Advogados
- ROGÉRIO OSCAR BOTELHO (OAB 26174/PR), ALESSANDRO SILVERIO (OAB 27158/PR), BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA (OAB 31246/PR), SYLVIO LOURENÇO DA SILVEIRA FILHO (OAB 56109/PR), MARIA AUGUSTA OLIVEIRA DE SOUZA (OAB 74827/PR), ALESSANDRA RAFFAELLI BOITO (OAB 91728/PR)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 1ª VICE-PRESIDÊNCIA Autos nº. 0010793-03.2024.8.16.0174 Recurso: 0010793-03.2024.8.16.0174 Pet Classe Processual: Petição Criminal Assunto Principal: Crimes de Trânsito Requerente(s): TADEU ALEXANDRE MIKOLAIEWSKI Requerido(s): MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
I - TADEU ALEXANDRE MIKOLAIEWSKI interpôs recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, contra o acórdão proferido pela 1ª Câmara Criminal deste Tribunal de Justiça. O Recorrente alegou violação ao art. 5º, LIV e LVII, da Constituição Federal, sustentando que: - “quando do julgamento do apelo, aquele órgão plural tinha ido buscar imagem no aplicativo Google Maps jamais submetida ao crivo do contraditório, o que vulnera diretamente o princípio constitucional do devido processo legal, previsto no artigo 5º, inciso LIV, da Constituição da República”.
Pugnou pela sua absolvição. - houve violação ao princípio da presunção de inocência, previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, pois “o acórdão recorrido [...], para afastar o pedido de desclassificação do crime mais grave para o crime menos grave transferiu, para a defesa, o ônus de provar plenamente o alegado, quando em verdade para a desclassificação do crime mais grave para o menos grava basta a dúvida”.
Requereu a desclassificação do crime mais grave para o crime menos grave. Por fim, requereu a concessão de habeas corpus de ofício, “na medida em que as teses postas são de direito estrito e aferíveis a partir das premissas fixadas nos julgados recorridos”. Verifica-se o cumprimento do requisito da demonstração da repercussão geral, nos termos dos artigos 102, § 3º, da Constituição Federal e 1.035 do Código de Processo Civil.
II – Quanto à alegada violação ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal, no ARE nº 748.371 (Tema 660), entendeu pela ausência de repercussão geral nas questões atinentes aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, por não se tratar de matéria constitucional, conforme ementa abaixo transcrita: ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. TEMA RELATIVO À SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
