Intimação
D- Órgão
- Vara da Fazenda Pública de Fazenda Rio Grande
- Classe
- EXECUÇÃO FISCAL
- Destinatários
- MUNICÍPIO DE MANDIRITUBA/PR, ANTONIO BARCHECHEN, BARCHECHEN COM.E REPR.AGRICOLA, DAILY LOPES ALVES
- Advogados
- OSDIMAR OKANOR GONÇALVES (OAB 55054/PR), ALLINA GRACCO CRUVINEL (OAB 38163/PR), EVANDRO KRACHINSKI DUARTE (OAB 45095/PR), LUIZ FELIPE DA ROCHA (OAB 47219/PR), LOAMI RODRIGUES DA SILVA (OAB 92586/PR), ALEXIA LOUISE MATTIOLA (OAB 90019/PR)
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA - FORO REGIONAL DE FAZENDA RIO GRANDE VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE FAZENDA RIO GRANDE - PROJUDI Rua Inglaterra, 545 - Nações - Fazenda Rio Grande/PR - CEP: 83.823-900 - Fone: (41) 3405-3600 Processo: 0014020-02.2016.8.16.0038 Classe Processual: Execução Fiscal Assunto Principal: Dívida Ativa Valor da Causa: R$438,26 Exequente(s): Município de Mandirituba/PR Executado(s): ANTONIO BARCHECHEN BARCHECHEN COM.e REPR.AGRICOLA DAILY LOPES ALVES Cuida-se de Exceção de Pré-executividade apresentada por DAILY LOPES ALVES, em face do Município de Mandirituba.
Afirma a parte excipiente, em suma, o excesso na execução, a nulidade da CDA e o cerceamento da defesa. O exequente rechaçou as alegações. É o relato do necessário. A exceção de pré-executividade é meio de defesa da parte executada para alegação de matéria de ordem pública, sendo que seu oferecimento prescinde da garantia do Juízo. O acolhimento das alegações da parte devedora não pode depender de dilação probatória, por não se confundir o instituto com os embargos à execução, cuja admissibilidade, na execução fiscal, depende da prévia garantia do Juízo.
Pois bem. No caso dos autos, as matérias invocadas pela parte excipiente são de ordem pública, admitindo, inclusive, o reconhecimento de ofício, razão pela qual passo à análise do mérito. Verifica-se a extinção da pessoa jurídica executada em 31.12.2008 (mov. 110.2), antes do fato gerador indicado na CDA. Ainda que constitucional a taxa cobrada, há comprovação de que a parte executada não mais atuava no território da municipalidade ao tempo indicado no lançamento como aquele em que teria ocorrido o fato jurídico tributário.
Assim, a prova documental demonstra, de modo suficiente, que a empresa não mais atuava no âmbito municipal na época lançada, sendo, portanto, inexistente a obrigação tributária em execução por falta de fato jurídico tributário. O fato de a parte não ter feito a baixa junto à municipalidade não desfaz a realidade fática de que ela não atuava no âmbito territorial da parte exequente. Não é essa formalidade que altera o fato real ocorrido.
O fato jurídico tributário decorre da realidade, não da presunção decorrente da formalidade cadastral junto à administração pública municipal, que é relativa, sucumbindo à prova concreta feita por documento nos autos. Nesse sentido já decidiu o TJPR: TRIBUTÁRIO. TAXAS. FATO GERADOR.1. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE.VIA ADEQUADA. MATÉRIA QUE SE MOSTRA PASSÍVEL DE ANÁLISE DE PLANO, SEM NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA.
