Intimação
D- Órgão
- 17ª Câmara Cível
- Classe
- EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CÍVEL
- Destinatários
- BANCO DO BRASIL S/A, MUNICÍPIO DE MARINGÁ/PR, UNIÃO FEDERAL, JOSE FRANCISCO PEREIRA, ROBERTO PETRY, CARLOS EDUARDO BUCHWEITZ, ROBERTO DE LUCAS RODRIGUES BOTTENCOURT, JOSE WALTER ESPOSTO, ROBERTO GALLI DA SILVA, JOSÉ ALBERTO TIEPPO, BRUNO ROBERTO VOSGERAU
- Advogados
- FELIPE AUGUSTO BROCHADO BATISTA DO PRADO (OAB 69852/PR), JOSÉ FRANCISCO PEREIRA (OAB 15728/PR), SILVIO HENRIQUE MARQUES JUNIOR (OAB 28088/PR), CLÓRIS DE FÁTIMA CAMPESTRINI (OAB 28734/PR), CLEIDE APARECIDA GOMES RODRIGUES FERMENTÃO (OAB 7627/PR), ALCIDES GOELZER DE ARAÚJO VARGAS E PINTO (OAB 69907/PR), RODRIGO AUGUSTO BEGO SOARES (OAB 34562/PR), CARLOS EDUARDO BUCHWEITZ (OAB 19939/PR), DINO COSTACURTA (OAB 16627/PR), ROBERTO ANDERSSON CHEMALE (OAB 69135/RS), BRUNO ROBERTO VOSGERAU (OAB 61051/PR), JESUS ALVES SOARES (OAB 3707/PR)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 17ª CÂMARA CÍVEL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nº 0061237-43.2025.8.16.0000 – da 4ª Vara cível DE MARINGÁ/PR. EMBARGAnte: JOSE FRANCISCO PEREIRA. EMBARGADO: Banco do Brasil S/A E OUTROS. RELATORA: des. subsT. ana paula kaled accioly rodrigues da costa (EM subsT. AO DES. BELCHIOR SOARES DA SILVA).
DECISÃO
MONOCRÁTICA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. PEDIDO JÁ FORMULADO E JULGADO EM RECURSO ANTERIOR. ALEGADA OMISSÃO. NÃO ACOLHIMENTO. RECURSO MANEJADO COM FINALIDADE INADEQUADA, VISANDO REDISCUTIR A MATÉRIA JÁ DECIDIDA. MERA INSATISFAÇÃO COM O RESULTADO DO JULGADO.
DECISÃO
DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE QUALQUER DAS HIPÓTESES DO ARTIGO 1.022 DO CPC. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E REJEITADOS.
I – Trata-se de Embargos de Declaração opostos contra decisão monocrática de mov. 53.1, proferida por esta relatora, que não conheceu do Agravo de Instrumento de nº 0112187-90.2024.8.16.0000 - interposto pela parte embargante, sob o fundamento de preclusão da matéria. A decisão ora impugnada entendeu que o agravante teria reproduzido pedido idêntico ao formulado e já julgado em agravo anterior (nº 0084704-85.2024.8.16.0000), o que caracterizaria a preclusão consumativa e impediria nova apreciação da matéria.
Inconformado, o agravante - ora embargante, opôs os presentes Embargos de Declaração, argumentando que tal conclusão decorre de premissa equivocada, pois os agravantes dos recursos são distintos, ocupando posições processuais diferentes - insolvente no primeiro caso e credor no presente - e, portanto, com interesses jurídicos autônomos. Afirma, ainda, que se trata de litisconsórcio simples, nos termos do art. 117 do CPC, e que, por isso, a preclusão consumativa não pode ser estendida entre partes com interesses diversos.
Ressalta que a autonomia recursal deve ser respeitada e que o aproveitamento recursal previsto no art. 1.005 do CPC não é aplicável, já que inexiste identidade de interesses entre os agravantes. O embargante também pontua que a decisão incorreu em omissões relevantes, pois deixou de enfrentar argumentos centrais do recurso, tais como a quitação integral das obrigações discutidas, a extinção da insolvência de origem e a impossibilidade de cobrança de suposto saldo remanescente.
