AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
Advogados
LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Duas Barras Vara Única da Comarca de Duas Barras R. MODESTO DE MELO, 10, FORUM, CENTRO, DUAS BARRAS - RJ - CEP: 28650-000
RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Diga o Exequente se há algo mais a requerer. DUAS BARRAS, 30 de julho de 2026. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
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DECISÃO
Processo:0800950-71.2024.8.19.0020 Classe:PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) AUTOR: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. ID 282611050 - Expeça-se novo mandado de pagamento, conforme requerido. DUAS BARRAS, 19 de maio de 2026. JOSE ROBERTO PIVANTI Juiz Substituto
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Certifique o cartório o alegado. DUAS BARRAS, 18 de maio de 2026. JOSE ROBERTO PIVANTI Juiz Substituto
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Ao Requerente. DUAS BARRAS, 15 de maio de 2026. JOSE ROBERTO PIVANTI Juiz Substituto
Intimação
D
Órgão
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Ao Requerente. DUAS BARRAS, 13 de maio de 2026. JOSE ROBERTO PIVANTI Juiz Substituto
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
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DECISÃO
Processo:0800950-71.2024.8.19.0020 Classe:PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) AUTOR: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Expeçam-se mandados de pagamento, conforme requerido. DUAS BARRAS, 28 de abril de 2026. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
Intimação
D
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Intime-se na forma requerida. DUAS BARRAS, 14 de abril de 2026. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Duas Barras Vara Única da Comarca de Duas Barras R. MODESTO DE MELO, 10, FORUM, CENTRO, DUAS BARRAS - RJ - CEP: 28650-000
Intime-se na forma requerida. DUAS BARRAS, 7 de abril de 2026. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
Órgão
SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL)
Classe
APELAÇÃO CÍVEL
Destinatários
AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
*** SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL) ***
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CONCLUSÕES DE ACÓRDÃO
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- APELAÇÃO 0800950-71.2024.8.19.0020 Assunto: Fornecimento de Energia Elétrica / Contratos de Consumo / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: DUAS BARRAS VARA UNICA Ação: 0800950-71.2024.8.19.0020 Protocolo: 3204/2025.00925070 APELANTE: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S A ADVOGADO: LEONARDO FERREIRA LOFFLER OAB/RJ-148445 APELADO: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER ADVOGADO: GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA OAB/RJ-206809 ADVOGADO: LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA OAB/RJ-121306 ADVOGADO: LORRAN DA CRUZ NEVES OAB/RJ-242716 Relator: DES. SÔNIA DE FÁTIMA DIAS Ementa: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. INTERRUPÇÕES DO SERVIÇO ESSENCIAL. COMPROVAÇÃO DE MOTIVO DE FORÇA MAIOR APENAS PARA O PRIMEIRO EVENTO. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS ADVERSAS E IMPREVISÍVEIS. COMPLEXIDADE DE DANOS. ROMPIMENTO DO NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECIFICADA QUANTO AO SEGUNDO EVENTO. PREJUÍZO MATERIAL E MORAL COMPROVADOS. INDENIZAÇÃO RAZOÁVEL.PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO.I. CASO EM EXAME1. Trata-se de Ação de Indenização por Danos Materiais e Morais, por meio da qual a parte autora alega que foi surpreendida com a interrupção do serviço de luz, no período de 24/10/24 a 26/10/24 e 02/12/24 a 05/12/24, que impactou a venda de seus produtos, pretendendo a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos materiais e morais.2. A r. sentença julgou os pedidos procedentes para condenar a empresa RÉ ao pagamento da quantia de R$ 4.000,00, a título de dano moral, acrescendo esse valor de juros mensais de 1% desde citação e correção monetária a partir da presente data; condenar a empresa RÉ ao pagamento da quantia de R$ 1.196,00, a título de dano material, acrescendo esse valor de juros mensais de 1% desde citação e correção monetária a partir do desembolso; e condenar a empresa RÉ ao pagamento e custas judiciais e honorários advocatícios, este último que fixo no patamar de 10% sobre o valor da condenação. Recurso exclusivo da parte ré.II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO3. As questões em discussão consistem em examinar se as interrupções do serviço de luz foram causadas por motivo de força maior, para fins de exclusão do nexo de causalidade, bem como se houve danos materiais e morais.III. RAZÕES DE DECIDIR4. Os elementos probatórios indicam que a interrupção do serviço, no período do dia 24/10/24 a 26/10/24, decorreu de fenômeno climático extremo, amplamente noticiado pela imprensa e reconhecido por órgãos técnicos, o que configura caso fortuito externo, a romper o nexo de causalidade. Precedentes. Exclusão parcial dos danos materiais relacionados ao evento.5. No que tange ao período de 02/12/24 a 05/12/24, a concessionária-ré não se manifestou, de modo especificado, sobre quaisquer circunstâncias, de modo que a concessionária não logrou êxito em comprovar qualquer fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor, ônus que lhe incumbia, nos termos do art. 373, II do CPC. Restituição dos danos materiais comprovados. 6. No que tange aos danos morais, os fatos narrados ultrapassam a esfera do mero aborrecimento, considerando que a concessionária interrompeu o serviço de fornecimento de energia, por quase 4 dias completos, o que tornou impróprio o produto que seria vendido a terceiros. Súmula n. 192 do TJRJ.7. O arbitramento da indenização em R$ 4.000,00 é realmente adequado, razoável e proporcional ao caso dos autos.IV. DISPOSITIVO 8. Recurso conhecido e parcialmente provido. Sentença reformada, apenas para excluir a restituição mate Conclusões: Por unanimidade de votos, deu-se parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Órgão
SECRETARIA DA 22ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL)
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APELAÇÃO CÍVEL
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EDITAL-PAUTA DE SESSÃO VIRTUAL
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Resolução 591 do CNJ
FAÇO PÚBLICO, DE ORDEM DO EXMO. SR. DES. SÔNIA DE FÁTIMA DIAS, PRESIDENTE DA VIGESIMA SEGUNDA CAMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 23ª CÂMARA CÍVEL) DESTE TRIBUNAL DE JUSTICA, QUE SERÃO JULGADOS EM SESSÃO VIRTUAL DO PRÓXIMO DIA 24/02/2026, terça-feira , A PARTIR DAS 00:00 HORAS, OU NAS SESSÕES ULTERIORES, OS PROCESSOS ABAIXO RELACIONADOS E OS ADIADOS DAS SESSÕES ANTERIORES.
A Sessão de Julgamento Virtual Eletrônico tem duração de 44 horas.
Não serão julgados em ambiente virtual os processos com pedido de destaque feito por qualquer das partes ou pelo representante do Ministério Público, desde que requerido até 48 (quarenta e oito) horas antes do início da sessão e deferido pelo Relator, nos termos do art. 97, II do Regimento Interno deste Tibunal de Justiça.
Nas hipóteses de cabimento de sustentação oral, fica facultado aos advogados e demais habilitados nos autos encaminhar as respectivas sustentações por meio eletrônico após a publicação da pauta e até 48 (quarenta e oito) horas antes de iniciado o julgamento em ambiente virtual, nos termos do art. 98-A do Regimento Interno deste Tibunal de Justiça.
Os endereços eletrônicos dos gabinetes dos Desembargadores para o envio de MEMORIAIS e para audiência virtual estão disponíveis na intranet - consulta - magistrado - órgão julgador - 22ª Câmara de Direito Privado.
- 123. APELAÇÃO 0800950-71.2024.8.19.0020 Assunto: Fornecimento de Energia Elétrica / Contratos de Consumo / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: DUAS BARRAS VARA UNICA Ação: 0800950-71.2024.8.19.0020 Protocolo: 3204/2025.00925070 APELANTE: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S A ADVOGADO: LEONARDO FERREIRA LOFFLER OAB/RJ-148445 APELADO: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER ADVOGADO: GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA OAB/RJ-206809 ADVOGADO: LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA OAB/RJ-121306 ADVOGADO: LORRAN DA CRUZ NEVES OAB/RJ-242716 Relator: DES. SÔNIA DE FÁTIMA DIAS
Órgão
1VP - DEPTO AUTUACAO E DISTRIBUICAO CIVEL
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APELAÇÃO CÍVEL
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*** 1VP - DEPTO AUTUACAO E DISTRIBUICAO CIVEL ***
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ATA DE DISTRIBUIÇÃO
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Rua Dom Manuel, 37 - 5o. andar - Sala 501A Lâmina III
HORÁRIOS DE DISTRIBUIÇÃO:
Às 11 horas, 13 horas, 15 horas e 16 horas e 30 minutos são distribuídos:
Feitos livres não urgentes, seguidos dos feitos preventos não urgentes, dos agravos de instrumento e demais feitos urgentes.
TERMO DA 173ªa. AUDIENCIA PUBLICA DE DISTRIBUICAO DE PROCESSOS, REALIZADA EM 09/10/2025.
SOB A PRESIDENCIA DO DES. SUELY LOPES MAGALHAES E TENDO COMO DIRETOR(A) DA DIVISÃO DE DISTRIBUIÇÃO FABIANO ALEIXO VIEIRA, FORAM DISTRIBUIDOS, MEDIANTE SORTEIO, OS SEGUINTES FEITOS:
APELAÇÃO 0800950-71.2024.8.19.0020 Assunto: Fornecimento de Energia Elétrica / Contratos de Consumo / DIREITO DO CONSUMIDOR Origem: DUAS BARRAS VARA UNICA Ação: 0800950-71.2024.8.19.0020 Protocolo: 3204/2025.00925070 APELANTE: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S A ADVOGADO: LEONARDO FERREIRA LOFFLER OAB/RJ-148445 APELADO: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER ADVOGADO: GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA OAB/RJ-206809 ADVOGADO: LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA OAB/RJ-121306 ADVOGADO: LORRAN DA CRUZ NEVES OAB/RJ-242716 Relator: DES. SÔNIA DE FÁTIMA DIAS
Setembro 20251 evento
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
Destinatários
AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Duas Barras Vara Única da Comarca de Duas Barras R. MODESTO DE MELO, 10, FORUM, CENTRO, DUAS BARRAS - RJ - CEP: 28650-000
DESPACHO
Processo:0800950-71.2024.8.19.0020 Classe:PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) AUTOR: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. AoEgrégio Tribunal de Justiça com as nossas homenagens. DUAS BARRAS, 18 de setembro de 2025. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
Agosto 20251 evento
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Duas Barras Vara Única da Comarca de Duas Barras R. MODESTO DE MELO, 10, FORUM, CENTRO, DUAS BARRAS - RJ - CEP: 28650-000
SENTENÇA
Processo: 0800950-71.2024.8.19.0020 Classe: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) AUTOR: SEBASTIAO WALTER WERMELINGER RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. SEBASTIÃO WALTER WERMELINGER, devidamente qualificado na inicial, ajuizou a presente AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS em face de AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S/A alegando, em síntese, que no dia 24 de outubro de 2024, até o dia 26 de outubro de 2024 ocorreu a interrupção do serviço de fornecimento de energia elétrica na propriedade sem nenhum motivo aparente; que o mesmo ocorreu no período que 02/12/2024 até o dia 05/12/2024; que perdeu sua produção de leite que necessitava da energia para conservação no valor aproximado de 416,00 referente a 160 litros de leite no primeiro período e no segundo período, 300 litros no valor de R$ 780,00; que entrou em contato com a empresa RÉ (protocolos nº504893305, 504893408, 504894200, 504408444, 7022669845, 504009764, 504550478, 504705230, 505032345, 505029639, 505037726 e 505041138), sem lograr êxito Requer a inicial, a procedência do pedido com a condenação da RÉ ao pagamento de danos morais no valor de R$ 20.000,00, bem como danos materiais no valor de R$ 1.196,00; custas e honorários.
Com a inicial foram apresentados os documentos de id. 162592213 e seguintes. Deferida a JG, id. 164929190. Devidamente citada, a empresa RÉ apresentou Contestação em id. 187405744 alegando, em síntese, no dia 24/10/2024 ocorreu um evento climático de proporções catastróficas e imprevisíveis; que não há responsabilidade pelos danos narrados pelo autor; inexistência dos requisitos necessários à formação da responsabilidade civil; ausência de nexo causal; ausência de comprovação da extensão dos danos materiais; inocorrência de danos morais; impossibilidade de inversão do ônus da prova.
Ao final, requer a improcedência dos pedidos. Com a contestação foram apresentados os documentos de id. 187407250e seguintes. Réplica, id. 206404225. Instadas a se manifestarem em provas (Id. 207824481), as partes requereram o julgamento antecipado da lide (id. 209468098; 209634966). É O
Julho 20251 evento
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Especifiquem provas, justificando-as
Junho 20251 evento
Intimação
D
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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LEONARDO FERREIRA LOFFLER (OAB 148445/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Duas Barras Vara Única da Comarca de Duas Barras R. MODESTO DE MELO, 10, FORUM, CENTRO, DUAS BARRAS - RJ - CEP: 28650-000
RÉU: AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. Em réplica. DUAS BARRAS, 11 de junho de 2025. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular
Órgão
Vara Única da Comarca de Duas Barras
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PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
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AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A., SEBASTIAO WALTER WERMELINGER
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THIAGO PROCOPIO AGUIAR (OAB 26051/CE), LORRAN DA CRUZ NEVES (OAB 242716/RJ), FERNANDO AUGUSTO CORREIA CARDOSO FILHO (OAB 1299/RN), LEANDRO TADEU PASINATO ALVES (OAB 128466/RJ), LUIZ HENRIQUE REGO DE SOUZA (OAB 121306/RJ), GUILHERME AUGUSTO WERMELINGER ABIB DE SOUZA (OAB 206809/RJ)
Defiro a JG. Não obstante a nova sistemática processual vigente, deixo de designar audiência de conciliação, em virtude do ínfimo percentual de acordos, nada impedindo que, caso a parte ré tenha interesse, informe o acordo que pretende oferecer e requeira data para sua designação, o que não suspenderá o prazo para contestação, o qual começa a fluir a partir da data da juntada do mandado de citação aos autos.
Cite-se.
RELATÓRIO. PASSO A DECIDIR. Ab initio, não há preliminares a serem enfrentadas. Inicialmente, destaca-se que a presente relação jurídica é, incontroversamente, de consumo sendo, portanto, regida pela Lei 8.078/90. Assim, salutar confirmar o enquadramento da parte autora na figura de consumidor, com fulcro no Art. 2º do CDC, gozando, portanto, das benesses e ônus decorrentes de tal posição. Por outro lado, a parte RÉ, atuando como fornecedora, enquadra-se no disposto no Art. 3º da Lei supra e, por consequência, suporta os encargos e privilégio por tal posição.
Quanto a distribuição do ônus da prova, reitera-se o fato de que, in casu, trata-se de uma relação de consumo, e, como tal, a responsabilidade será objetiva, ou seja, independerá do elemento culpa, como dispõe o art. 14 do CDC. Isto posto, evidente que, por se tratar de relação de consumo, bem como por ser hipótese em que para demonstração da situação fática, deve o autor ser dotado de conhecimento avançado sobre a questão, o que não é o caso, enquadrar-se-á o a hipótese prevista no art. 6, VIII do CDC, invertendo-se o ônus probatório.
Destaca-se, também, que tal benesse visa garantir o equilíbrio entre as partes, garantindo a parte hipossuficiente o real acesso à justiça, visto que goza de poucos ou quase nenhum meio de produção de provas, o que por certo não acontece no que tange ao fornecedor. Adentrando ao mérito da questão, tem-se que a falha na prestação de serviços restou comprovada e incontroversa. A parte Autora, com os documentos que instruem a inicial, apresentou documentação apta a formar a convicção do juízo, consubstanciada na sua documentação pessoal, declaração da empresa de laticínios atestando que o leite estava impróprio para consumo (id. 162592220; 162592221) devido à falta de energia, assim como os protocolos de atendimentos que demonstram as inúmeras tentativas de solução administrativa (protocolo nº504893305, 504893408, 504894200, 504408444, 7022669845, 504009764, 504550478, 504705230, 505032345, 505029639, 505037726 e 505041138), de modo que não se sustenta a tese da Empresa RÉ de ausência de prova mínima.
A parte RÉ, por sua vez, limitou-se a argumentar na inexistência de falha na prestação do serviço, aduzindo ocorreu um evento climático de proporções catastróficas e imprevisíveis, isentando-a da responsabilidade pelos danos, o que não restou comprovado. A mera afirmação de tratar-se de ausência de responsabilidade desacompanhado de qualquer lastro probatório, ônus que lhe incumbia, na forma do art. 6º, CDC e art. 373, II do CPC, não é medida apta a desconstituir os prejuízos suportados pela parte Autora, não se aplicando a súmula 193 do TJRJ.
Nesse mister, de acordo com o art. 22, do CDC, “os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes e seguros e, quanto aos essenciais, contínuos”. Destaca-se que a empresa RÉ quedou-se inerte em promover qualquer expectativa de resolução diante das inúmeras tentativas de solução administrativa, conforme documentos que instruem a inicial, sendo ineficaz e deveras precário, tanto o serviço quanto os atendimentos decorrentes de sua falha, sem, em momento algum, criar expectativas de sanar os problemas.
Nota-se, também, que a empresa RÉ tenta eximir-se de culpa, sem, contudo, comprovar a narrativa, eis que desacompanhada de qualquer lastro probatório. Sendo assim, não é possível aduzir qualquer veracidade aos fatos narrados. Ademais, a Empresa Requerida não logrou êxito em demonstrar na presente hipótese qualquer excludente de responsabilidade, seja culpa exclusiva do consumidor ou inexistência de falha na prestação de serviços.
Tem-se, também, que a empresa RÉ anexa a sua exordial diversos prints de telas internas que em nada auxiliam no deslinde da presente, de modo que resta inequívoca sua tentativa de eximir-se de culpa, sem ao menos comprovar suas alegações, tratando-se, em verdade de provas unilaterais que, conforme entendimento consolidado não servem como meio de prova. A parte autora restou privada de serviço essencial ao homem médio por um período de 3 (três) dias em duas oportunidades, totalizando aproximadamente 6 (seis) dias, o que por certo extrapolou o prazo previsto em lei, dessa forma resta inequívoca a manifesta falha na prestação de serviço.
Assim, tendo em vista que a parte RÉ se desincumbiu do seu ônus da prova, conforme art. 6º, VIII do CDC e art. 373, II do CPC, tal como a verossimilhança da narrativa autoral e das provas que a consubstanciam é preciso entendê-las como verdade, configurando verdadeira interrupção indevida do fornecimento de energia, maiormente agravado, por tratar-se de um serviço essencial, violando os princípios da prestação de serviço público regular, contínuo, eficiente e seguro.
No tocante ao dano material alegado consubstanciado no perecimento de 460 litros de leite (160 litros na primeira interrupção e 300 litros no segundo período), tem-se que restou comprovado o prejuízo material suportado. No caso em tela, o documento acostado ao id. 162592220 e 162592221 demonstra que fora deixado de coletar na propriedade do autor 460 litros de leite que estavam impróprios para consumo devido à falta de energia que os mantinha armazenados, importando em um prejuízo de R$ 1.196,00, do qual deverá a RÉ arcar.
Passo a analisar, então, a pretensão de indenização por danos morais. Dano moral é aquele que atinge a pessoa em caráter extrapatrimonial, lesionando direitos da personalidade. HÁ previsão constitucional expressa da reparação por danos morais, nos art. 5º, V e X, CF/88, bem como na legislação civil, art. 12, CC/2022. Para a caracterização do dano moral não se exige comprovação de dor ou sofrimento, sendo certo que a circunstância fática na qual o dano ocorreu já basta para que haja comprovação do dano.
No caso em comento, não há dúvidas de que o prejuízo experimentado pela parte autora ultrapassa o mero aborrecimento, sendo certo que a cadeia de erros promovidas pela parte ré reforça tal entendimento, sendo forçoso concluir pela condenação da parte ré ao pagamento de verba indenizatória, com fulcro na súmula 192 do TJRJ. Não obstante, a indenização a título de dano moral deve obedecer a parâmetros mínimos de razoabilidade e proporcionalidade, sob pena de representar verdadeiro enriquecimento sem causa.
Não pode, portanto, a indenização onerar desproporcionalmente o causador do dano. Entendo, por conseguinte, razoável o valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais).
1. Condenar a empresa RÉ ao pagamento da quantia de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), a título de dano moral, acrescendo esse valor de juros mensais de 1% desde citação e correção monetária a partir da presente data;
2. Condenar a empresa RÉ ao pagamento da quantia de R$ 1.196,00 (mil cento e noventa e seis reais), a título de dano material, acrescendo esse valor de juros mensais de 1% desde citação e correção monetária a partir do desembolso;
3. Condenar a empresa RÉ ao pagamento e custas judiciais e honorários advocatícios, este último que fixo no patamar de 10% sobre o valor da condenação Em consequência, JULGO EXTINTO O FEITO COM JULGAMENTO DO MÉRITO, na forma do artigo 487, inciso I do CPC. Transitado em julgado, dê-se baixa e arquive-se. P.R.I. DUAS BARRAS, 7 de agosto de 2025. MARIA DO CARMO ALVIM PADILHA Juiz Titular