MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
Advogados
LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB 125421/RJ), JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB 110956/RJ), JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB 67644/RJ), LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONÇALVES (OAB 183922/RJ)
18ª Câmara de Direito Privado
Pauta de Julgamentos
EDITAL-PAUTA - SESSÃO VIRTUAL RESOLUÇÃO 591, DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. FAÇO PÚBLICO, DE ORDEM DA EXMA. SRA. DESEMBARGADORA MARIA REGINA FONSECA NOVA ALVES, NO EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA DA DÉCIMA OITAVA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO DESTE TRIBUNAL DE JUSTICA, QUE SERÃO JULGADOS EM SESSÃO VIRTUAL NO PRÓXIMO DIA 26/08/2026, COM INÍCIO A 00:00 E TÉRMINO DIA 26/08/2026, ÀS 18H, OU NAS SESSÕES ULTERIORES, OS SEGUINTES PROCESSOS E OS PORVENTURA ADIADOS, EXCETUADOS DO JULGAMENTO AQUELES EM QUE INCIDIREM AS REGRAS CONTIDAS NO ART. 97 DO REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA . NAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DE SUSTENTAÇÃO ORAL, FICA FACULTADO AOS ADVOGADOS E DEMAIS HABILITADOS NOS AUTOS ENCAMINHAR O RESPECTIVO ARQUIVO DE SUSTENTAÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO, APÓS A PUBLICAÇÃO DA PAUTA E ATÉ 48H (QUARENTA E OITO) HORAS ANTES DE INICIADO O JULGAMENTO EM AMBIENTE ELETRÔNICO. OS MEMORIAIS DEVERÃO SER ENVIADOS PARA OS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS DOS GABINETES DOS RESPECTIVOS RELATORES , QUE SE ENCONTRAM DISPONÍVEIS NA PÁGINA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA (ABA CONSULTAS / ENDEREÇOS E TELEFONES / ORGÃOS JULGADORES).
MINISTÉRIO PÚBLICO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Publique-se e Registre-se.
Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2026.
Desembargadora MARIA REGINA FONSECA NOVA ALVES
Presidente
Órgão
Secretaria da 18ª Câmara de Direito Privado
Classe
APELAÇÃO CÍVEL
Destinatários
UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
Advogados
LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB 125421/RJ), JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB 110956/RJ), JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB 67644/RJ), LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONÇALVES (OAB 183922/RJ)
APELAÇÃO CÍVEL Nº 0804635-42.2023.8.19.0046/RJ (originário: processo nº 08046354220238190046/RJ)RELATOR: PAULO WUNDER DE ALENCARAPELANTE: MIGUEL BARRETO CAMPOS (AUTOR)ADVOGADO(A): JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB RJ110956)ADVOGADO(A): LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONÇALVES (OAB RJ183922)APELADO: UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA (RÉU)ADVOGADO(A): JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB RJ067644)ADVOGADO(A): LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB RJ125421)ATO ORDINATÓRIO
Intimação realizada no sistema eproc.
O ato refere-se ao seguinte evento:
Evento 9 - 10/08/2026 - Inclusão em pauta de sessão virtual para julgamento pelo relator
Órgão
Gabinete do Des. Paulo Wunder de Alencar
Classe
APELAÇÃO CÍVEL
Destinatários
MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
Advogados
LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB 125421/RJ), JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB 110956/RJ), JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB 67644/RJ), LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONÇALVES (OAB 183922/RJ)
Processo 0804635-42.2023.8.19.0046 distribuido para Gabinete do Des. Paulo Wunder de Alencar - 18ª Câmara de Direito Privado na data de 17/06/2026.
Órgão
1ª Vara da Comarca de Rio Bonito
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
Destinatários
UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
Advogados
LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB 125421/RJ), JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB 110956/RJ), LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONCALVES (OAB 183922/RJ), JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB 67644/RJ)
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Comarca de Rio Bonito 1ª Vara da Comarca de Rio Bonito AVENIDA ANTONIO CARLOS DE SOUZA GUADELUPE, 0, GREEN VALLEY, GREEN VALLEY, RIO BONITO - RJ - CEP: 28800-000
2. Após, ao apelado em contrarrazões no prazo legal. Ao final, subam os autos com as nossas homenagens.
Publique-se. Intimem-se. RIO BONITO, 2 de dezembro de 2025. RODRIGO LEAL MANHAES DE SA Juiz Substituto
Agosto 20251 evento
Intimação
D
Órgão
6º Núcleo de Justiça 4.0 - Saúde Privada (Vara Cível)
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
Destinatários
UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
Advogados
LIVIA NOGUEIRA LINHARES PEREIRA PINTO QUINTELLA (OAB 125421/RJ), JANAINA VALENTE BORGES BRAGA PIRES (OAB 110956/RJ), LAUDECI OLIVEIRA DA SILVA GONCALVES (OAB 183922/RJ), JAYME MOREIRA DE LUNA NETO (OAB 67644/RJ)
MIGUEL BARRETO CAMPOSpropôs ação em face de UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA. Alega que é portador de diabetes Mellitis tipo 1, de difícil controle, e vem tentando controlar intensivamente nos últimos anos com uso de insulina de longa e de curta duração, sem obter sucesso, apresentando quadros de hipoglicemia graves. Necessita dos medicamentos e insumos prescritos por seu médico, mas a operadora negou seu pedido.
PUGNApela tutela de urgência, para determinar que a ré forneça à parte autora os medicamentos e insumos prescritos pelo médico, sob pena de multa em caso de descumprimento. PEDE: a) confirmação da tutela; b) pagamento de R$ 20.000,00, a título de danos morais. Petição inicial instruída com documentos. Deferida a tutela de urgência no Id 88395890. As partes não se opuseram à tramitação neste Núcleo de Saúde, após intimação da decisão do Id. 88395890.
CONTESTAÇÃOcom documentos no Id. 93214295, reconhecendo a existência de relação jurídica com o autor. Inicialmente, informa o cumprimento da tutela. Sustenta que o fornecimento do medicamento Freestyle Libre, órtese bomba de insulina, trata-se de solicitação de material não relacionado a ato cirúrgico e, conforme determina RN 465/2021, art.17, parágrafo único, inciso VI, NÃO é de cobertura obrigatória.
Por fim, requer a improcedência dos pedidos autorais. Pelo princípio da eventualidade, caso se entenda que tenha havido dano efetivo ao demandante, requer que sejam adotados parâmetros razoáveis na fixação do dano moral. Informação de interposição de Agravo de Instrumento pela RÉ no id. 93220459contra a decisão que antecipou os efeitos da tutela. Petição da ré no id. 114637363,informando o provimento do recurso para cassar a liminar concedida.
As partes não quiseram produzir outras provas (Id. 116589360/ 117716824). Juntada do Acórdão que reformou a decisão que deferiu a tutela no id. 119116322. Despacho no id. 119242094determinando a inclusão em pauta para audiência de conciliação. Petição do autor no id. 144184127,informando que atualmente estuda fora do país, em intercâmbio, razão pela qual não será possível comparecer à audiência designada.
Deferida a gratuidade de justiça no id. 149769007. Réplica no Id. 152817970. Decisão saneadora no Id. 170103273. É O
Abril 20251 evento
Intimação
D
Órgão
6º Núcleo de Justiça 4.0 - Saúde Privada (Vara Cível)
Classe
PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL
Destinatários
UNIMED SAO GONCALO NITEROI SOC COOP SERV MED HOSP LTDA, MIGUEL BARRETO CAMPOS
1 - Rejeito a impugnação à GJ, pois NÃO foi apresentado qualquer documento capaz de comprovar alteração de possibilidade econômica do autor.
2 - Presentes as condições da ação e os pressupostos de constituição válida e de desenvolvimento regular do processo, dou o feito por saneado.
3 - Ciente do acórdão do id. 169008995.
4 - Embora o autor, como consumidor, tenha, por força do artigo 6º, VIII, da Lei nº 8.078/90, direito à facilitação de sua defesa em juízo, com a inversão do ônus da prova, ela não pode ser deferida no caso, por ausência dos requisitos legais. Isso porque o ônus da prova deve ser invertido quando, sem a menor sombra de dúvida, não tenha o consumidor condições de acesso ou então que seja de tal maneira onerosa que se revele impossível de ser produzida.
Nem uma coisa e nem outra ocorre no caso, sendo plenamente possível à parte autora, pelos meios regulares, comprovar os fatos constitutivos de seu direito. Sendo assim, deixo de inverter o ônus da prova em prol do demandante..
5 - Nada mais havendo, voltem conclusos para sentença.
RELATÓRIO.
DECIDO. Cabível o julgamento antecipado, na forma do art. 355, I do CPC. A relação existente entre as partes deve ser analisada à luz da Lei nº 8078/90 e da Lei 9.656/98. As partes controvertem acerca da obrigatoriedade no fornecimento de sensor de monitoramento FreeStyle Libre, além de insumos e materiais, nos termos do laudo médico do id 86697435. O termo do contrato foi apresentado (id. 93216928), apesar de não haver dissenso acerca da inexistência de cobertura contratual para o tratamento e insumos pretendidos.
Deve-se analisar, portanto, se a responsabilidade pela cobertura decorre de lei. Inicialmente, a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento pela taxatividade do Rol da ANS (Embargosde Divergênciaem REsp nº 1.886.929 – SP, Relator: Ministro Luís Felipe Salomão). No mesmo ano da publicação do acórdão, no mês de setembro, foi promulgada a Lei 14.454/22, dispondo sobre os planos privados de assistência à saúde, para estabelecer critérios que permitam a cobertura de exames ou tratamentos de saúde que não estão incluídos no rol de procedimentos e eventos em saúde suplementar.
Todavia, é despicienda essa análise histórica acerca da natureza do rol de procedimentos e eventos em saúde de cobertura obrigatória a ser garantida pelos planos de saúde, na medida em que a nova lei não alterou o art. 10, VI, da Lei 9.656/98, que ressalva, exclusivamente, o disposto nas alíneas “c”, do inciso I, e “g”, do inciso II, ambos do art.
12. A jurisprudência consolidada do STJ é no sentido de que a bomba infusora de insulina, por ser tratamento domiciliar, está excluído do plano de referência, vale dizer, a cobertura não é obrigatória. No mesmo sentido é a ampla jurisprudência do TJRJ. Vejam as ementas: AGRAVO INTERNO RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. INSUMOS PARA BOMBA INFUSORA DE INSULINA. TRATAMENTO DOMICILIAR.
EXCLUSÃO DO PLANO DE REFERÊNCIA. ART. 10, INCISO VI, DA LEI N. 9.656/1998. INOBRIGATORIEDADE DE COBERTURA. JULGADOS DE AMBAS AS TURMAS DE DIREITO PRIVADO DESTA CORTE SUPERIOR. SUPERVENIÊNCIA DA LEI N. 14.454/2022. ALEGAÇÃO DE ROL EXEMPLIFICATIVO. AUSÊNCIA DE ALTERAÇÃO DO ART. 10, INCISO VI, DA LEI N. 9.656/1998. MANUTENÇÃO DA EXCLUSÃO DE COBERTURA.
1. Controvérsia pertinente à obrigatoriedade de cobertura de bomba infusora de insulina (e insumos) para o controle de glicemia de paciente diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1 em ambiente domiciliar.
2. Ausência de obrigatoriedade de cobertura de tratamento domiciliar, salvo nas hipóteses de 'home care' ou de terapia antineoplásica. Exegese do art. 10, inciso VI, da Lei n. 9.656/1998, consoante julgados recentes desta Corte Superior.
3. Julgado específico desta TURMA acerca da ausência de obrigatoriedade de cobertura de bomba de insulina, por se tratar de equipamento de uso domiciliar.
4. Ausência de alteração da força normativa do já citado art. 10, inciso VI, da Lei n. 9.656/1998 ante a superveniência da Lei n. 14.454/2022, de modo que a tese do rol exemplificativo não infirma a conclusão pela ausência de obrigatoriedade de cobertura da bomba de insulina. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.890.572/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 26/6/2023, DJe de 28/6/2023.) | | | | AGRAVO DE INSTRUMENTO.
PLANO DE SAÚDE.
DECISÃO
DEFERITÓRIA DA TUTELA DE URGÊNCIA. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE RÉ. FORNECIMENTO DE BOMBA DE INSULINA E DOS INSUMOS NECESSÁRIOS PARA O SEU FUNCIONAMENTO. MEDICAMENTO PARA TRATAMENTO DOMICILIAR. FORNECIMENTO DE PRÓTESES, ÓRTESES E SEUS ACESSÓRIOS NÃO LIGADOS AO ATO CIRÚRGICO. OBRIGAÇÕES EXCLUÍDAS DAS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS DE COBERTURA ASSISTENCIAL A SER OFERECIDA PELAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. ART. 10, INCISO VI E VII DA LEI N.º 9.656/1998.
CLÁUSULA CONTRATUAL QUE NÃO SE MOSTRA ABUSIVA. NEGATIVA DA OPERADORA QUE ENCONTRA RESPALDO NA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA E NO CONTRATO ENTABULADO ENTRE AS PARTES. PRECEDENTES DO COL. STJ E DESTA EG. CÂMARA. PROBABILIDADE DO DIREITO NÃO EVIDENCIADA.
DECISÃO
QUE SE REFORMA. RECURSO PROVIDO.
1. "Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo." (CPC/2015);
2. "Art.
10. É instituído o plano-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padrão de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necessária a internação hospitalar, das doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial de Saúde, respeitadas as exigências mínimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto: (...)
VI - fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, ressalvado o disposto nas alíneas 'c' do inciso I e 'g' do inciso II do art. 12;
VII - fornecimento de próteses, órteses e seus acessórios não ligados ao ato cirúrgico; (...)" (Lei 9.656/98);
3. "3. É lícita a exclusão, na Saúde Suplementar, do fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, isto é, aqueles prescritos pelo médico assistente para administração em ambiente externo ao de unidade de saúde, salvo os antineoplásicos orais (e correlacionados), a medicação assistida (home care) e os incluídos no Rol da ANS para esse fim. Interpretação dos arts. 10, VI, da Lei nº 9.656/1998 e 19, § 1º, VI, da RN nº 338/2013 da ANS (atual art. 17, parágrafo único, VI, da RN nº 465/2021).
"(STJ - REsp: 1692938 SP 2017/0219967-5, Relator: Ministro Ricardo Villas BôasCueva, Data de Julgamento: 27/04/2021, T3 - Terceira Turma, Data de Publicação: DJe 04/05/2021);
4. Na hipótese, foi deferida tutela de urgência para determinar "à ré que autorize o custeio da realização, pela autora, do tratamento denominado infusão continua de insulina MiniMed 780G e fornecimento dos insumos necessários, de forma continua e ininterrupta, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas", sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais), limitada ao valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais);
5. Elementos dos autos que evidenciam que a autora, menor impúbere, é portadora de diabetes mellitus do tipo 1 (CID 10.9) desde maio/2019, sendo prescrita pelo médico assistente a utilização de bomba de insulina, além de medicamento (insulina) e insumos para o seu funcionamento. Ocorre que a Lei nº 9.656/98, no seu art. 10, incisos VI e VII, estabelece a exclusão de cobertura assistencial, a ser oferecida pelas operadoras de plano de saúde, de fornecimento de medicamento para uso domiciliar e de órteses e acessórios não ligados ao ato cirúrgico.
Assim sendo, embora amparada em prescrição médica, tem-se que a negativa da ré possui respaldo na legislação de regência e no contrato entabulado entre as partes;
6. Obrigação da demandada que somente se estabeleceria no caso de existir previsão contratual para tanto, ou mesmo contratação acessória de caráter facultativo, pelo que a negativa, ao que ressoa de primeira aparência, não se afigura ilícita;
7. Ausência de probabilidade do direito, o que impõe a reforma da decisão para indeferir a tutela de urgência;
8. Recurso provido. | (Agravo de Instrumento 0045523-30.2023.8.19.0000. Des(a). LUIZ FERNANDO DE ANDRADE PINTO - Julgamento: 28/09/2023 - DÉCIMA NONA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO). | | | | APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. FORNECIMENTO DE BOMBA DE INSULINA E INSUMOS. USO DOMICILIAR. AUSÊNCIA DE OBRIGAÇÃO DE COBERTURA PELO PLANO DE SAÚDE. JURISPRUDÊNCIA DO
C. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO.
1. O autor é portador de Diabetes tipo 1 e necessita de tratamento com bomba de insulina PARADIGM SMM640G.
2. Fornecimento do medicamento que foi recusado pela ré, com fundamento na ausência de previsão contratual.
3. O artigo 10, VI, da Lei nº 9.656/98, veda o custeio de medicamentos para tratamento domiciliar, excetuados os antineoplásicos e os destinados a amenizar os efeitos adversos destes.
4. A Resolução Normativa ANS nº 465/21, por sua vez, excluiu a obrigatoriedade de fornecimento de medicamento a ser administrado em ambiente externo ao clínico-hospitalar, excetuando apenas os tratamentos oncológicos (artigo 18, IX e
X) e aqueles ministrados em caso de internação domiciliar em substituição à internação hospitalar (artigo 13).
5. O Eg. Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do recente julgamento do REsp nº 1.692.938/SP, entendeu lícita a exclusão, na Saúde Suplementar, do fornecimento de medicamentos de uso domiciliar, ressalvados os antineoplásicos orais (e correlacionados), a medicação assistida (home care) e os incluídos no rol da Agência Reguladora para tal fim.
6. Correta a R. Sentença que rejeitou o fornecimento de insumos, medicamentos e equipamentos de uso domiciliar, haja vista que fogem ao escopo do contrato firmado entre as partes, e não se inserem na exceção prevista no precedente acima colacionado.
7. Desprovimento do recurso. | (Apelação 0004513-17.2021.8.19.2013. Des(a). GILBERTO CLÓVIS FARIAS MATOS - Julgamento: 17/08/2023 - DÉCIMA TERCEIRA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO). | É legítima, portanto, a conduta da operadora de saúde, não havendo que se falar em defeito na prestação do serviço Pelo exposto, JULGO IMPROCEDENTES OS PEDIDOS. Condeno o autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, que fixo em 10% do valor atualizado da causa, observando-se a gratuidade deferida.
Decorrido o prazo para apresentação de embargos declaratórios, DEVOLVA-SE AO JUÍZO DE ORIGEM. P.I.