Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Saraiva Sobrinho na Câmara Criminal
- Classe
- APELAÇÃO CRIMINAL
- Destinatários
- MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, FERNANDO VICENTE DANTAS DE SOUZA
- Advogado
- NEILSON PINTO DE SOUZA (OAB 3467/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE CÂMARA CRIMINAL Processo: APELAÇÃO CRIMINAL - 0106889-84.2016.8.20.0001 Polo ativo MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Advogado(s): Polo passivo FERNANDO VICENTE DANTAS DE SOUZA Advogado(s): NEILSON PINTO DE SOUZA Apelação Criminal 0106889-84.2016.8.20.0001 Apelante: Ministério Público Apelado: Fernando Vicente Dantas de Souza Advogado: Neilson Pinto de Souza Relator: Desembargador Saraiva Sobrinho Revisor: Desembargador Glauber Rêgo
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. APCRIM. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, §2º, INCISOS I E IV DO CP).
SENTENÇA
DE IMPRONÚNCIA. RECURSO DO MP PELA CONTINUIDADE DA ACTIO. ACERVO DESAPARELHADO DE INDÍCIOS MÍNIMOS DE AUTORIA. PROVA CENTRADA EM DEPOIMENTOS VAGOS, IMPRECISOS E VINCULADOS AO ANÊMICO “OUVIR DIZER”. DECISUM MANTIDO. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO.
ACÓRDÃO
Acordam os Desembargadores da Câmara Criminal deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos e em dissonância com a 2ª PJ, conhecer e desprover o Apelo, nos termos do voto do Relator.
RELATÓRIO
1. Apelo interposto pelo Ministério Público em face da sentença de impronúncia do Juiz da 2ª VCRIM de Natal, prolatada na AP 0106889-84.2016.8.20.0001, onde Fernando Vicente Dantas de Souza se acha incurso no art. 121, §2º, I e IV, do CP.
2. Segundo a exordial, “… o acusado, imbuído por motivação torpe e valendo-se de meio que impossibilitou a defesa da vítima, teria matado Lucas Correa Maciel da Silva, desferindo-lhe vários disparos de arma de fogo, dos quais dois atingiram a sua cabeça. Ainda segundo a denúncia, o crime teria sido motivado, supostamente, em razão da vítima ter procurado o acusado para lhe dizer que não mais faria parte das atividades criminosas por este desenvolvidas, oportunidade em que o réu, temendo pelas informações que a vítima tinha a seu respeito, o executou, realizando a popularmente conhecida queima de arquivo …”.
