Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Ricardo Procópio na Câmara Criminal
- Classe
- HABEAS CORPUS CRIMINAL
- Destinatário
- J. O. D. L.
- Advogado
- LAERCIO COSTA DE SOUSA JUNIOR (OAB 4535/RN)
Habeas Corpus n. 0804253-92.2025.8.20.0000 Impetrante: Dr. Laércio Costa de Sousa júnior Paciente: J. O. de
L. Aut. coatora: Juíza de Direito da 3ª Vara da Comarca de Ceará-Mirim/RN Relator: Desembargador Ricardo Procópio Bandeira de Melo
EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME PREVISTO NO ART. 121, § 2º, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. NÃO CONHECIDO O PEDIDO BASEADO NA TESE DE NEGATIVA DE AUTORIA. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA DILAÇÃO PROBATÓRIA. ALEGADA AUSÊNCIA DE REQUISITOS PARA DECRETAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. NÃO ACOLHIMENTO. MEDIDA EXTREMA FUNDADA NA NECESSIDADE DE RESGUARDAR A ORDEM PÚBLICA. POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA.
PRISÃO DECORRENTE DE DADOS EXTRAÍDOS DO CELULAR DO PACIENTE QUE DEMONSTRA ENVOLVIMENTO COM FACÇÃO CRIMINOSA. VIOLÊNCIA DA CONDUTA QUE SE EXTRAI OBJETIVAMENTE DO FATO. PACIENTE CONHECIDO NA LOCALIDADE EM QUE RESIDE COMO “VALENTE” POR SEMPRE PORTAR ARMA DE FOGO. DEMONSTRADA A IMPRESCINDIBILIDADE DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR DO PACIENTE. NECESSIDADE DE RESGUARDO DA PAZ SOCIAL. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA.
ACÓRDÃO
Acordam os Desembargadores que integram a Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer emitido pela 5ª Procuradoria de Justiça, conhecer parcialmente e, na parte conhecida, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, Desembargador RICARDO PROCÓPIO, sendo acompanhado pelos Desembargadores DR. ROBERTO GUEDES (Juiz Convocado) e GLAUBER RÊGO.
RELATÓRIO
1. Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado pelo advogado Laércio Costa de Sousa Júnior em favor de E. S. D. J., apontando como autoridade coatora a Juíza de Direito da 3ª Vara da Comarca de Ceará-Mirim/RN.
2. Narra o impetrante que o paciente está sendo acusado da suposta prática da conduta prevista no art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal e que teve sua prisão temporária decretada em 12/12/2024, sendo posteriormente prorrogada.
3. Noticia que, em 06/02/2025, a magistrada proferiu decisão e decretou a prisão preventiva do paciente, de forma genérica e desprovida de elementos concretos que justificassem a adoção dessa medida.
