Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Cornélio Alves na Câmara Cível
- Classe
- AGRAVO DE INSTRUMENTO
- Destinatários
- BANCO BRADESCO CARTOES S.A, GENIVAL PEREIRA DA SILVA NETO
- Advogados
- ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO (OAB 23255/PE), OSVALDO LUIZ DA MATA JUNIOR (OAB 1320/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL Processo: AGRAVO DE INSTRUMENTO - 0804357-21.2024.8.20.0000 Polo ativo BANCO BRADESCO CARTOES S.A Advogado(s): ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO Polo passivo GENIVAL PEREIRA DA SILVA NETO Advogado(s): OSVALDO LUIZ DA MATA JUNIOR
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. EXCLUSÃO DE INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. DÍVIDA QUESTIONADA, ALEGADAMENTE DESCONHECIDA DA PARTE AUTORA. PREENCHIMENTOS DOS REQUISITOS DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. MULTA DIÁRIA POR DESCUMPRIMENTO DA DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. ARBITRAMENTO QUE ATENDE AOS OBJETIVOS COERCITIVOS E SE ENCONTRA DENTRO DOS PARÂMETROS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE.
NECESSIDADE TÃO SOMENTE DE ADEQUAÇÃO DO TETO VISANDO EVITAR ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. CONHECIMENTO E PROVIMENTO PARCIAL DO INSTRUMENTAL.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos. Acordam os Desembargadores que integram a 1ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em conhecer e dar parcial provimento ao recurso, reformando a decisão a quo, nos termos do voto do Relator.
RELATÓRIO
Trata-se de Agravo de Instrumento interposto por Banco Bradesco Cartões S/A em face de decisão proferida pelo Juízo da 3ª Vara da Comarca de Ceará-Mirim que, nos autos da Ação de nº 0801060-26.2024.8.20.5102, movida por Genival Pereira da Silva Neto, apreciou o pleito liminar nos seguintes termos: “Diante do exposto, DEFIRO o pedido de tutela de urgência e determino que o requerido exclua o nome da parte autora dos cadastros de restrição ao crédito, em razão da dívida objeto da presente demanda, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de multa diária de R$ 200,00 (duzentos reais), até o limite de (vinte mil reais).” As razões do recurso são as seguintes: a) não cometeu qualquer irregularidade, pois agiu de acordo com o legalmente contratado; b) a estipulação da multa na forma constante na decisão guerreada mostrasse desarrazoada e desproporcional.
