Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Claudio Santos na Câmara Cível
- Classe
- AGRAVO DE INSTRUMENTO
- Destinatários
- ITAU UNIBANCO S.A., JANAINA KELLY ARAUJO DE MELO DANTAS, TRANSBRITA LTDA
- Advogados
- BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI (OAB 21678/PE), JOAO ELIDIO COSTA DUARTE DE ALMEIDA (OAB 6400/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL Processo: AGRAVO DE INSTRUMENTO - 0804463-80.2024.8.20.0000 Polo ativo TRANSBRITA LTDA e outros Advogado(s): JOAO ELIDIO COSTA DUARTE DE ALMEIDA Polo passivo ITAU UNIBANCO S.A. Advogado(s): BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA VANDERLEI
EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DE PERSONALIDADE JURÍDICA.
DECISÃO
AGRAVADA QUE ACOLHEU O PEDIDO, PARA DESCONSIDERAR A PERSONALIDADE JURÍDICA DA EMPRESA AGRAVADA, PARA ESTENDER A RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DO DÉBITO PENDENTE À SÓCIA-ADMINISTRADORA E, SOLIDARIAMENTE, À EMPRESA AGRAVANTE. CELEBRAÇÃO DE ACORDO ENTRE AS PARTES. HOMOLOGAÇÃO NO JUÍZO ORIGINÁRIO. PERDA DO OBJETO SUPERVENIENTE. RECURSO PREJUDICADO.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima identificadas, acordam os Desembargadores que integram a 1ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade, em julgar prejudicado o recurso, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.
RELATÓRIO
Trata-se de Agravo de Instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pela empresa TRANSBRITA LTDA. - ME e JANAÍNA KELLY ARAÚJO DE MELO DANTAS, por seu advogado, em face da decisão proferida pelo Juízo da 16ª Vara Cível da Comarca de Natal /RN, que, nos autos do Incidente De Desconsideração De Personalidade Jurídica (proc. nº 0800008-42.2023.8.20.5033), acolheu o pedido, para desconsiderar a personalidade jurídica da empresa CAMPEL CONSTRUCOES E MAQUINAS PESADAS LTDA., para ESTENDER a responsabilidade pelo pagamento do débito pendente à sócia-administradora JANAÍNA KELLY ARAÚJO DE MELO DANTAS e, solidariamente, à TRANSBRITA EIRELI.
Nas razões recursais, a parte Agravante destaca que o fato de não serem localizados bens passíveis de penhora não enseja a desconsideração da personalidade jurídica, de modo que mostra-se “absurdo tentar construir uma tese de grupo econômico pelo simples fato de uma das filhas dos sócios da Executada principal resolver enveredar seu caminho profissional pelo exemplo do mesmo ofício de seus pais”. Aduz que os questionamentos trazidos para produção da tese de desconsideração são frágeis e incabíveis no caso concreto, no qual não se restou demonstrada a confusão patrimonial.
