Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Cornélio Alves na Câmara Cível
- Classe
- AGRAVO DE INSTRUMENTO
- Destinatário
- ECOCIL EMPRESA DE CONSTRUCOES CIVIS LTDA
- Advogados
- FREDERICO ARAUJO SEABRA DE MOURA (OAB 4780/RN), TAVISSON OLIVEIRA FERNANDES (OAB 17162/RN)
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Gab. Des. Cornélio Alves na Câmara Cível Avenida Jerônimo Câmara, 2000, -, Nossa Senhora de Nazaré, NATAL - RN - CEP: 59060-300 AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0804953-68.2025.8.20.0000 AGRAVANTE: Ecocil – Empresa de Construções Civis Ltda AGRAVADO: Município de Mossoró RELATOR: Juiz Convocado João Pordeus
DECISÃO
Trata-se de recurso interposto por Ecocil – Empresa de Construções Civis Ltda em face de decisão proferida pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró/RN, nos autos da Execução Fiscal n.º 0810376-66.2015.8.20.5106 manejada em seu desfavor pelo Município de Mossoró, ocasião em que formulou pedido de justiça gratuita. Este Relator proferiu despacho determinando a intimação do requerente para, no prazo de cinco dias, comprovar o preenchimento dos pressupostos necessários à concessão da justiça gratuita, nos termos do art. 99, §2º do CPC, podendo ainda, no mesmo prazo, recolher o respectivo preparo recursal, nos termos do art. 1.007, §4º do CPC, sob pena de deserção.
A parte insurgente, todavia, deixou transcorrer o prazo permanecendo inerte. Após, Decisão ao ID 30573401 indeferiu a benesse da justiça gratuita, razão pela qual a parte foi intimada para comprovar o recolhimento das custas processuais na forma do art. 1.007, §4º do CPC, sob pena de deserção, deixando precluir o prazo para tanto fim. É o breve relato. Passo a decidir. Inicialmente, destaca-se que incumbe ao Relator o exame quanto à admissibilidade dos recursos, consoante disposição do art. 932, inciso III, do CPC, abaixo transcrito: Art. 932.
Incumbe ao relator: (...)
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Consoante narrado, no prazo para comprovação do recolhimento do preparo recursal, o insurgente quedou-se inerte, descumprindo o comando judicial. Nesse sentido, o art. 1.007, § 4º, do Códex Processual, abaixo transcrito: Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção. [...] § 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.” Desse modo, considerando que a parte recorrente não comprovou o pagamento do preparo no ato da interposição do recurso, nem realizou o recolhimento de forma adequada, de rigor o não conhecimento da insurgência, por manifesta deserção.
