Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Glauber Rêgo na Câmara Criminal
- Classe
- HABEAS CORPUS CRIMINAL
- Destinatários
- MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, SERGIO RAIMUNDO MAGALHAES MOURA
- Advogado
- SÉRGIO RAIMUNDO MAGALHÃES MOURA (OAB 8548/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE CÂMARA CRIMINAL Processo: HABEAS CORPUS CRIMINAL - 0807021-59.2023.8.20.0000 Polo ativo GISELLA PEREIRA DA SILVA Advogado(s): SERGIO RAIMUNDO MAGALHAES MOURA Polo passivo 10 VARA CRIMINAL DE NATAL Advogado(s): HABEAS CORPUS CRIMINAL COM PEDIDO LIMINAR Nº 0807021-59.2023.8.20.0000 IMPETRANTE: SÉRGIO RAIMUNDO MAGALHÃES MOURA PACIENTE: GISELLA PEREIRA DA SILVA AUT.
COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 10ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NATAL/RN RELATOR: DESEMBARGADOR GLAUBER RÊGO
EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. NÃO ACOLHIMENTO. FILHO MENOR E GENITOR PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL. NÃO COMPROVAÇÃO DA IMPRESCINDIBILIDADE DOS CUIDADOS DA PACIENTE. CRIANÇA QUE POSSUI GENITOR CONHECIDO E AUSÊNCIA DE PROVA DA INCAPACIDADE DOS PARENTES DA PACIENTE. DELITO EM TESE PRATICADO EM CONCURSO DE AGENTES E COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA (ROUBO).
ÓBICE À CONCESSÃO DE EVENTUAL PRISÃO DOMICILIAR. ART. 318-A DO CPP. EXISTÊNCIA DE OUTRAS AÇÕES PENAIS EM ANDAMENTO. MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA A MANUTENÇÃO DO CÁRCERE CAUTELAR. ART. 312 DO CPP. ORDEM CONHECIDA E DENEGADA.
ACÓRDÃO
Acordam os Desembargadores que integram a Câmara Criminal deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 11.ª Procuradoria de Justiça, em conhecer e denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, parte integrante deste.
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado pelo Dr. Sérgio Raimundo Magalhães Moura em favor de Gisella Pereira da Silva, apontando como autoridade coatora o MM. Juiz de Direito da 10ª Vara Criminal da Comarca de Natal/RN. A impetração, em síntese, aduz que: a) a paciente se encontra presa preventivamente pela prática, em tese, do delito do art. 157, §2º, inciso II, e §2º-A, inciso I, do CP; b) a decisão que denegou a revogação da custódia provisória é genérica e abstrata, baseada “em conjecturas acerca de suposta periculosidade da paciente”; c) a paciente possui filho de apenas 4 anos de idade e que depende integralmente de seus cuidados; d) o genitor da paciente é acometido de cegueira bilateral, dependendo dela totalmente para os cuidados; e) a paciente compareceu espontaneamente ao processo, apresentando a defesa antes mesmo de ser citada, colaborando com a Justiça.
