Intimação
D- Órgão
- Gab. Des. Amaury Moura Sobrinho na Câmara Cível (Juiz Convocado Eduardo Pinheiro)
- Classe
- HABEAS CORPUS CÍVEL
- Destinatários
- MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, EULEANDRO FERREIRA DE SOUSA, ANA NERY LINS DE OLIVEIRA CRUZ
- Advogados
- LIZA PRISCILLA DE MELO MACHADO (OAB 18187/RN), LEONARDO JACKSON DOS SANTOS BATISTA (OAB 18185/RN)
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE TERCEIRA CÂMARA CÍVEL Processo: HABEAS CORPUS CÍVEL - 0809806-57.2024.8.20.0000 Polo ativo E. F. DE S. Advogado(s): LIZA PRISCILLA DE MELO MACHADO Polo passivo A. N.
L. DE O.
C. Advogado(s): LEONARDO JACKSON DOS SANTOS BATISTA
EMENTA: HABEAS CORPUS CÍVEL. CONSTITUCIONAL, PROCESSUAL CIVIL E PENAL. EXECUÇÃO DE ALIMENTOS. PRISÃO CIVIL. POSSIBILIDADE. INADIMPLÊNCIA ATUAL CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DAS TRÊS ÚLTIMAS PARCELAS ANTERIORES AO AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO E AS VENCIDAS NO CURSO DO PROCESSO. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA 309 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA.
ACÓRDÃO
Acordam os Desembargadores que integram a 3ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 6ª Procuradoria de Justiça, conhecer e denegar a ordem, tudo nos termos do voto do Relator, parte integrante deste.
RELATÓRIO
L. P. de M. M. impetra Habeas Corpus, com pedido liminar, em favor de E. F. de S., com fulcro no artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal. Relata que nos autos de cumprimento de sentença foi decretada a prisão civil do paciente, em razão da ausência de pagamento de alimentos em favor da prole deste. Aduz que a prisão civil no contexto da inadimplência da prestação alimentícia visa salvaguardar a ordem pública e a integridade física do alimentado, quando se verifica a ausência de pagamento, contudo, “... sobreleva-se que, in casu, o requerido não oferece risco à ordem pública, tampouco a integridade do alimentado, haja vista que não descumpriu as medidas impostas pelo Douto Juízo e, ainda, procedeu com o pagamento referente aos 03 (TRÊS) meses anteriores, como lhe fora imposto como condicional para soltura.” Sustenta ser ilegal a manutenção da prisão do paciente, pois cumpriu a condicionante imposta na decisão de primeiro grau.
