Publicacao/Comunicacao
Intimação - DESPACHO
REsp 2200774/SC (2025/0072354-1)
RELATOR: MINISTRO RAUL ARAÚJO
RECORRENTE: SPE - DELTAVILLE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
ADVOGADOS: MARCO TULIO MACHADO - PR025299
WAGNER BUTURE CARNEIRO - PR058269
RECORRIDO: VALDIRENE CRISTINA KAYSER COSTA
RECORRIDO: ANTONINHO DOS SANTOS COSTA
ADVOGADO: MAXIMILIANO DE FARIA - SC026700
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por SPE - DELTAVILLE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA fundado no art. 105, III, "a" e “c” da Constituição Federal, em face de acórdão proferido pelo eg. Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado (e-STJ, fls. 559/565): APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C PERDAS E DANOS E DANOS MORAIS. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. RECURSO DA PARTE AUTORA E DE UMA DAS RÉS. RECURSO DA PARTE AUTORA. ALEGAÇÃO DE QUE REALIZOU O PAGAMENTO DA COMISSÃO DE CORRETAGEM ACHANDO QUE SE TRATAVA DE ENTRADA. SUPOSTA MÁ-FÉ DA PARTE RÉ. SEM RAZÃO. INSTRUMENTOS CONTRATUAIS ASSINADOS PELO DEMANDANTE QUE EVIDENCIAM A CONTRATAÇÃO DA CORRETAGEM E A AUSÊNCIA DE DEVOLUÇÃO DO MONTANTE EM CASO DE DESISTÊNCIA. VALOR QUE FOI PREVISTO DESTACADAMENTE DO PREÇO DO IMÓVEL, EM INSTRUMENTO APARTADO. IMPOSSIBILIDADE DE DEVOLUÇÃO DO MONTANTE, AINDA MAIS NA PRETENDIDA FORMA DOBRADA. POR FIM, NÃO COMPROVAÇÃO DE ABALO ANÍMICO PARA CONDENAÇÃO POR DANOS MORAIS. DESPROVIMENTO QUE SE IMPÕE. RECURSO DA PARTE RÉ. ARGUMENTO DE QUE A VALIDADE DA CLÁUSULA QUE ESTABELECEU A RETENÇÃO DE 25% DO VALOR PAGO, EM RAZÃO DA DESISTÊNCIA UNILATERAL. COM RAZÃO. PERCENTUAL DE ACORDO COM A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE SUPERIOR. RESCISÃO UNILATERAL E IMOTIVADA. PORÉM, IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA DA TAXA DE FRUIÇÃO. IMÓVEL NÃO EDIFICADO. AINDA TESE DE QUE OS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS DEVEM SER FIXADOS COM BASE NO VALOR ATUALIZADO DA CAUSA OU DA CONDENAÇÃO. TEMA Nº 1.076 DA CORTE SUPERIOR. SUBSISTÊNCIA. PARCIAL PROVIMENTO QUE SE IMPÕE. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. SEM FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS RECURSAIS. RECURSO DA PARTE AUTORA DESPROVIDO. RECURSO DA PARTE RÉ PARCIALMENTE PROVIDO. Os embargos de declaração opostos foram parcialmente acolhidos e assim ementados (e-STJ, fls. 630/634): DIREITO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO. I. CASO EM EXAME: 1. SPE - DELTAVILLE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. OPÔS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO QUE JULGOU PARCIALMENTE PROCEDENTE A SUA APELAÇÃO, ALEGANDO VÍCIOS DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. O EMBARGANTE SUSTENTA QUE A DECISÃO MERECE REVISÃO DEVIDO A OMISSÕES QUANTO À LEGALIDADE DAS RETENÇÕES CONTRATUAIS E CONTRADIÇÕES NA FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO: 2. A QUESTÃO CENTRAL É A EXISTÊNCIA DE OMISSÕES, OBSCURIDADES E CONTRADIÇÕES NO ACÓRDÃO RECORRIDO, ESPECIFICAMENTE SOBRE A LEGALIDADE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS DE RETENÇÃO DE VALORES PAGOS, A INCIDÊNCIA DE TAXA DE FRUIÇÃO E A FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. OS EMBARGANTES BUSCAM O PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS LEGAIS PARA EVENTUAL RECURSO A INSTÂNCIA SUPERIOR. III. RAZÕES DE DECIDIR: 3.1. ADMISSIBILIDADE: PRESENTES OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE, CONHEÇO DO RECURSO. 3.2. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE: VERIFICOU-SE QUE PARTE DOS VÍCIOS APONTADOS NÃO SE SUSTENTA, POIS O ACÓRDÃO JÁ ABORDOU A LEGALIDADE DA RETENÇÃO DE 25% DOS VALORES PAGOS, CONFORME JURISPRUDÊNCIA DO STJ, E A IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE TAXA DE FRUIÇÃO PARA TERRENO NÃO EDIFICADO. 3.3. OMISSÃO SOBRE ENCARGOS: HOUVE OMISSÃO QUANTO À RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DE IPTU E DEMAIS ENCARGOS RELACIONADOS À POSSE, QUE DEVE SER ATRIBUÍDA AO PROMITENTE COMPRADOR ENQUANTO O IMÓVEL ESTEVE À SUA DISPOSIÇÃO. IV. DISPOSITIVO E TESE: 4. ANTE O EXPOSTO, VOTO PELO PARCIAL PROVIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA ESCLARECER QUE CABE AO PROMITENTE COMPRADOR O PAGAMENTO DOS DÉBITOS RELATIVOS À POSSE DO BEM ENQUANTO O IMÓVEL ESTEVE À SUA DISPOSIÇÃO. Em suas razões recursais, a parte recorrente alegou, além de divergência jurisprudencial, violação aos arts. 489, §1º, IV e 1.022, I e II do Código de Processo Civil, 406 e 884 do Código Civil, 32-A da Lei Federal n. 6.766/1979, 67-A da Lei nº 4.591/1964, sustentando: i) omissão e obscuridade do acórdão recorrido quanto à fixação dos honorários sucumbenciais; ii) necessidade de fixação de taxa de fruição sobre o bem e iii) utilização da SELIC como índice de atualização desde a citação; O recurso recebeu crivo positivo de admissibilidade na origem, ascendendo a esta Corte Superior para julgamento. É o relatório. Decido. Compulsando os autos, verifica-se, inicialmente, no que tange à admissibilidade do presente recurso por violação dos arts. 489 e 1.022, ambos do CPC, que, no ponto, houve negativa de prestação jurisdicional, máxime porque a Corte de origem não analisou questão relevante deduzida pela parte recorrente. Com efeito, em sede de apelação e de embargos declaratórios, a recorrente sustentou tese, no sentido de que, os honorários fixados em seu favor, em verdade devem incidir sobre o percentual de retenção dos valores pagos a título de comissão de corretagem e não sobre a retenção de 25% dos valores pagos pela parte adquirente (clausula penal). Essa matéria, essencialmente fática, não foi apreciada pela Corte de origem. Não se pode olvidar que o conhecimento do recurso especial exige a manifestação do Tribunal local acerca da tese de direito suscitada. Recusando-se a Corte de origem a se manifestar sobre a questão federal, fica obstaculizado o acesso à instância extrema, cabendo à parte vencida invocar, como no caso, infringência ao art. 1.022 do CPC, a fim de anular o acórdão recorrido, para que o Tribunal a quo supra a omissão existente. Confiram-se, por oportuno, os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. CARACTERIZAÇÃO. OMISSÃO QUANTO A PONTO RELEVANTE PARA O DESLINDE DA CONTROVÉRSIA QUE, INCLUSIVE, NÃO PODE SER ANALISADO POR ESTA CORTE SUPERIOR POR ENVOLVER O CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 1. Mesmo após provocação das partes interessadas, a instância ordinária recusou-se a emitir juízo de valor sobre ponto importante e que, por dizer respeito ao próprio iter processual, merecia manifestação suficiente para viabilizar o próprio julgamento desta Corte Superior acerca da correção de seu provimento. 2. O Tribunal a quo sustentou ser necessária a produção de provas a fim de elucidar determinadas questões fáticas relativas à nulidade de ato administrativo. Ocorre que a parte que moveu a ação por mais de uma vez pleiteou o julgamento antecipado da lide, dispensando a fase probatória. 3. Sobre esse ponto levantado pela ora recorrente, cujo conhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça é impossível, em razão da imprescindibilidade da análise do conjunto fático-probatório, não foi emitido qualquer provimento judicial. 4. Trata-se, como se pode observar facilmente, de questão essencial para o deslinde da controvérsia e que não foi apreciado pela instância ordinária, caracterizando verdadeira ausência de prestação jurisdicional. 5. Recurso especial provido, determinando-se o retorno dos autos à origem para que lá sejam analisados os argumentos lançados nos embargos de declaração de fls. 1.038/1.045. (REsp 769.831/SP, Relator o eminente Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES DJe 27.11.2009) DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO INDENIZATÓRIA - DANOS MORAIS - DIVULGAÇÃO EM JORNAL DE RESPONSABILIDADE APURADA EM INQUÉRITO CIVIL - RECURSO ESPECIAL - ARTS. 75 e 159 DO CÓDIGO CIVIL - FALTA DE PREQUESTIONAMENTO - DIVERGÊNCIA PRETORIANA DESCONFIGURADA - NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. I - O prequestionamento é pressuposto inerente aos recursos de natureza excepcional. O termo "prequestionar", reflete, na realidade, a exigência de que a questão federal tenha sido previamente abordada na instância revisora de segundo grau, sendo inócuo o "prequestionamento" feito pela parte, em sua petição inicial, e demais peças processuais, sem que nada tenha sido decidido acerca da temática federal suscitada no apelo raro. II - Se o tribunal recorrido permanece silente, mesmo após a manifestação dos embargos declaratórios, é possível aventar, no recurso especial, a alegativa de ofensa ao art. 535, II do CPC; ao invés de se apontar como violados os dispositivos legais que não foram objeto do necessário prequestionamento. Aplicação, na espécie, da súmula 211/STJ. (...) IV - Recurso especial não conhecido. (REsp 242.128/SP, Relator o eminente Ministro WALDEMAR ZVEITER, DJ 18.09.2000). PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. OFENSA AOS ART. 1.022, II, E 489, § 1º, DO CPC/15. OMISSÕES. PREQUESTIONAMENTO FICTO. ART. 1.025 DO VIGENTE ESTATUTO PROCESSUAL. APLICABILIDADE RESTRITA A QUESTÕES DE DIREITO. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO QUANTO A ASPECTOS ENVOLVENDO MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA RELEVANTE. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. NECESSIDADE. PRECEDENTES. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - De acordo com o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, cabe a oposição de embargos de declaração para: i) esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; ii) suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; e iii) corrigir erro material. III - A omissão, definida expressamente pela lei, ocorre na hipótese de a decisão deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. Considera-se omissa, ainda, a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas no art. 489, § 1º, do CPC/15. IV - O vigente Estatuto Processual admite, no seu art. 1.025, o denominado prequestionamento ficto, é dizer, aquele que se consuma com a mera oposição de embargos de declaração, independentemente da efetiva manifestação da instância ordinária sobre as teses expostas. V - Se é correto que o novo Código de Processo Civil ampliou a possibilidade de reconhecer o prequestionamento nas situações que indica, não menos certo é que a exegese a ser dispensada ao seu art. 1.025 é aquela compatível com a missão constitucional atribuída ao Superior Tribunal de Justiça, isto é, a de uniformizar a interpretação das leis federais em grau recursal nas causas efetivamente decididas pelos Tribunais da República (CR, art. 105, III), não podendo, portanto, sofrer modificação por legislação infraconstitucional. Disso decorre, por conseguinte, que o comando contido no art. 1.025 do CPC/15 está adstrito à questão exclusivamente de direito, é dizer, aquela que não imponha a esta Corte a análise ou reexame de elementos fáticos-probatórios, providência que lhe permanece interditada, em virtude do delineamento constitucional de sua competência. Precedentes. VI - Extrai-se dos julgados deste Superior Tribunal sobre a matéria que o reconhecimento de eventual violação ao art. 1.022 do CPC/15 dependerá da presença concomitante das seguintes circunstâncias processuais: i) oposição de embargos de declaração, na origem, pela parte interessada; ii) alegação de ofensa a esse dispositivo, nas razões do recurso especial, de forma clara, objetiva e fundamentada, acerca da mesma questão suscitada nos aclaratórios; iii) publicação do acórdão dos embargos sob a vigência do CPC/15; e iv) os argumentos suscitados nos embargos declaratórios, alegadamente não examinados pela instância a quo, deverão: iv.i) ser capazes de, em tese, infirmar as conclusões do julgado; e iv.ii) versar questão envolvendo matéria fático-probatória essencial ao deslinde da controvérsia. VII - In casu, verifica-se a ausência de pronunciamento da Corte de origem a respeito de matéria fática relevante. VIII - Recurso especial provido para determinar o retorno dos autos à origem, nos termos da fundamentação. (REsp 1670149/PE, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/03/2018, DJe 22/03/2018) PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM. 1. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver no acórdão ou sentença, omissão, contrariedade ou obscuridade, nos termos do art. 535, I e II, do CPC/1973 (art. 1022 do atual CPC). 2. No caso em tela, verifica-se omissão do acórdão do Tribunal de origem quanto ao ponto principal da ação de indenização por dano moral, consistente na alegação de que houve retenção indevida da totalidade dos salários do recorrente pela instituição financeira por longo período de tempo, o que daria ensejo à reparação por dano moral. 3. Embargos de declaração acolhidos para, dando provimento ao recurso especial por afronta ao art. 535, II, do CPC/1.973, determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que se manifeste acerca dos pontos omissos ventilados pelo recorrente. (EDcl nos EDcl no AREsp 113.678/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 20/04/2018) PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 1022 DO CPC/2015. OMISSÃO. NULIDADE DO JULGADO. RETORNO DOS AUTOS. NECESSIDADE. 1. Existindo na petição recursal alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, a constatação de que o Tribunal de origem, mesmo após a oposição de Embargos Declaratórios, não se pronunciou sobre pontos essenciais ao deslinde da controvérsia autoriza o retorno dos autos à instância ordinária para novo julgamento dos aclaratórios opostos. 2. Nesse contexto, deve ser dado provimento ao Recurso Especial a fim de que os autos retornem ao Tribunal de origem para que este se manifeste sobre a matéria articulada nos Embargos de Declaração, em face da relevância da omissão apontada. 3. Recurso Especial provido, determinando o retorno dos autos à Corte de origem, para novo julgamento dos Embargos de Declaração. (REsp 1642708/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/02/2017, DJe 17/04/2017) Frise-se, ainda, que a questão é relevante para o futuro deslinde da controvérsia no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, pois, caso a Corte estadual confirme a decisão outrora expendida, delineando o enquadramento fático da questão, a envolver os reais contornos do caso concreto, a matéria em epígrafe cingirá o mérito propriamente dito do recurso especial, suscetível de apreciação, conforme consignado, por esta Corte Superior. Dessa forma, está caracterizada a ofensa ao artigo apontado como violado, em razão da omissão da Corte de origem em examinar a questão suscitada pela parte recorrente, ficando prejudicada a análise das demais teses expendidas no apelo nobre. Ante o exposto, conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial, com o fim de determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem, para que, novamente, aprecie os embargos de declaração opostos pela parte recorrente, como entender de direito, sanando o vício alegado. Publique-se. Relator
RAUL ARAÚJO