Intimação
D- Órgão
- 2ª CÂMARA REGIONAL PREVIDENCIÁRIA DE MINAS GERAIS
- Classe
- APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA
- Destinatários
- INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, OS MESMOS, DF00025372 ADRIANA MAIA VENTURINI, TAYLINE DANIELA REIS LIMA (MENOR)
- Advogado
- CINTHIA APARECIDA BRAGA PINHEIRO DE PINHO (OAB 80427/MG)
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA. INTERESSE EXCLUSIVO DO ADVOGADO. AUSÊNCIA DE PREPARO. JUSTIÇA GRATUITA CONCEDIDA À PARTE NÃO SE ESTENDE AO ADVOGADO. DESERÇÃO. RECURSO NÃO CONHECIDO. AMPARO SOCIAL À PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA. IMPEDIMENTO DE LONGO PRAZO E VULNERABILIDADE SOCIAL COMPROVADAS. BENEFÍCIO DEVIDO. TERMO INICIAL. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO STJ. CORREÇÃO MONETÁRIA. APLICAÇÃO DOS ENTENDIMENTOS FIXADOS NO RE 870.947 E NO RESP 1.492.221. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA.
1. Tratando-se de recurso voltado para a fixação de honorários advocatícios, em que o interesse recursal é exclusivamente dos patronos da parte, a estes não se transmitem os benefícios da justiça gratuita, cabendo-lhes comprovar o preparo (art. 1007 do CPC/2015 e art. 511 do CPC/1973) ou demonstrar sua hipossuficiência financeira (art. 99, §5° do CPC/2015). Como, mesmo intimados a comprovar o devido preparo (fls. 245/246), os patronos da parte autora quedaram-se inertes (fl. 247), não se desincumbiram do encargo. Consequentemente, não sendo preenchido um dos pressupostos de admissibilidade, não é possível conhecer do recurso de apelação interposto às fls. 204/211.
2. Na esteira da remansosa jurisprudência do C. Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial do benefício assistencial deve ser fixado, em regra, na data de entrada do requerimento administrativo e, na ausência deste, na data da citação, sendo irrelevante que apenas judicialmente tenha sido comprovada a implementação dos requisitos. Precedentes: REsp 1851145/SE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/02/2020, DJe 13/05/2020; AgInt no REsp 1611325/RN, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/03/2017, DJe 24/03/2017.
3. No caso em apreço, a controvérsia, na esfera recursal, reside na definição do termo inicial do benefício de amparo social à pessoa com deficiência, concedido à autora. No entanto, diante do reexame necessário, passa-se previamente à análise do preenchimento dos requisitos legais.
4. De acordo com a perícia judicial (fls. 175/181), realizada em 19/12/2014, a autora é portadora de doença reumática e de insuficiências aórtica e mitral, que lhe geram impedimento de longa duração (há mais de 10 anos) e lhe obstam a realização de esforço físico e a vivência de uma vida em igualdade de condições com as crianças da sua idade.
