Intimação
D- Órgão
- Juizado Especial Cível Adjunto à 14ª Vara Federal da SJDF
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- UNIÃO FEDERAL
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Distrito Federal Juizado Especial Cível Adjunto à 14ª Vara Federal da SJDF
SENTENÇA
TIPO "C" PROCESSO: 1054372-22.2025.4.01.3400 CLASSE: PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) POLO ATIVO: NAIANE SOARES ABREU REPRESENTANTES POLO ATIVO: ALLAN RODRIGO ARAUJO DE ABRANTES - DF62376 POLO PASSIVO: CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF e outros
SENTENÇA
TIPO "C" I Trata-se de ação de rito sumaríssimo ajuizada por NAIANE SOARES ABREU em desfavor da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF) e da UNIÃO FEDERAL, visando a condenação das requeridas ao pagamento de indenização securitária referente ao Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT, antigo DPVAT), decorrente de sinistro que lhe teria causado sequelas de invalidez permanente/perda funcional.
A demandante atribuiu à causa o valor de R$ 13.500,00, juntou documentos e requereu os benefícios da assistência judiciária gratuita. A parte ré, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, apresentou contestação (ID 2214805746), na qual arguiu preliminar de ilegitimidade passiva, sustentando não possuir responsabilidade pelos sinistros ocorridos a partir de 15 de novembro de 2023, período em que se deu o acidente do autor, em 02 de dezembro de 2023.
A CEF alegou a insuficiência de recursos do Fundo do Seguro Obrigatório (FDPVAT), o que a impediu, na qualidade de agente operador, de recepcionar e processar novos pedidos, conforme determinação normativa. No mérito, impugnou o valor máximo indenizatório pleiteado, defendendo que o pagamento deve ser proporcional ao grau de invalidez apurado em perícia, e postulou que, em caso de condenação, os juros de mora incidam a partir da citação, conforme a Súmula n.º 426 do STJ.
A UNIÃO FEDERAL, igualmente integrada ao polo passivo, ofereceu resposta (ID 2205816130), suscitando preliminar de incompetência do Juízo, sob o argumento de que a parte autora não teria renunciado ao valor excedente ao teto do Juizado, bem como sua ilegitimidade passiva, por entender que a responsabilidade pela gestão e operacionalização do seguro é da CEF. Em réplica (ID 2220383201), a autora rebateu as preliminares, insistindo na legitimidade da União em razão de omissão estatal na implementação do fundo e na regulamentação do seguro.
