Intimação
D- Órgão
- 1ª Vara Gabinete JEF de Barretos
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- RENATO RICARDO DE MELO MIGUEL
- Advogado
- GIOVANE ALVES NUNES (OAB 287038/SP)
PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL JUIZADO ESPECIAL ADJUNTO À 1ª VARA FEDERAL DE BARRETOS Avenida 43, 1016 - Barretos/SP - CEP 14780-420 - Fone (17) 3321-5200 [email protected] PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5000303-37.2025.4.03.6335 AUTOR: RENATO RICARDO DE MELO MIGUEL Advogado do(a) AUTOR: GIOVANE ALVES NUNES - SP287038 REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
SENTENÇA
Trata-se de ação em que a parte autora objetiva a concessão de benefício previdenciário por incapacidade e a condenação do réu ao pagamento das prestações vencidas. Dispensado o relatório (art. 38 da Lei n. 9.099/95; c/c art. 1º da Lei n. 10.259/01). Os autos vieram conclusos. FUNDAMENTO e
DECIDO. O benefício previdenciário de auxílio-acidente encontra previsão na Lei nº 8.213/91, que assim dispõe: Art.
86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem seqüelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. Como se vê, exige a lei a presença dos seguintes requisitos: i) qualidade de segurado; ii) redução permanente da capacidade para exercício do trabalho habitual do segurado; iii) nexo causal entre o acidente e a redução da capacidade laborativa, nos termos do art. 86 c/c art. 18, § 1º, da Lei de Benefícios.
Convém pontuar que, em caso de redução da capacidade laborativa decorrente de acidente de trabalho, eventual análise atrai a competência da Justiça Comum Estadual, por força do art. 109, I, da CRFB. No caso em exame, a médica perita concluiu que a parte autora não apresenta evidências clínicas de incapacidade laborativa ou de redução permanente de sua capacidade para o trabalho. Extrai-se da parte conclusiva do laudo pericial (ID 359839699 - fls. 3/4): A avaliação pericial, baseada no exame físico, na análise da história clínica e nos documentos apresentados, não evidenciou alterações que justifiquem restrições significativas para o desempenho da atividade habitual.
