Intimação
D- Órgão
- 2ª Vara Gabinete JEF de Mogi das Cruzes
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- PAULO ALBERTO DE CASTRO SERTEK
- Advogado
- MARCEL ERIC AMBROSIO (OAB 168935/SP)
PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Gabinete JEF de Mogi das Cruzes Avenida Henrique Peres, 1500, Vila Bernadotti, Mogi Das Cruzes - SP - CEP: 08735-400 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5000702-56.2026.4.03.6133 AUTOR: PAULO ALBERTO DE CASTRO SERTEK REPRESENTANTE: MARCEL ERIC AMBROSIO REPRESENTANTE do(a) AUTOR: MARCEL ERIC AMBROSIO - SP168935 REU: UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
DECISÃO
Ao compulsar os autos, verifico que a presente demanda foi ajuizada perante a 2ª Vara Federal de Mogi das Cruzes que, nos termos da decisão interlocutória do Id. 577236729, declinou da competência em favor deste Juizado Especial Federal. Recebidos os autos, o processo foi encaminhado à conclusão. Não obstante a fundamentação constante do provimento acima indicado, entendo que o feito não comporta julgamento perante este Juizado Especial Federal.
Explico. Infere-se da peça de ingresso que o demandante reside no exterior, mais precisamente em Couture Gardens, Vaughan, Ontário, Canadá. Tal circunstância mostra-se relevante para a definição da competência deste Juizado Especial Federal. Com efeito, nos termos do artigo 3º, § 3º, da Lei nº 10.259/2001, nos locais em que houver Vara do Juizado Especial Federal instalada, a sua competência é absoluta.
Por sua vez, a Lei nº 9.099/95 - aplicada subsidiariamente aos Juizados Especiais Federais por força do artigo 1º da Lei nº 10.259/2001 - autoriza a extinção do processo nas hipóteses de incompetência, conforme dispõe o artigo 51, inciso
III. Em que pese a outorga de procuração por instrumento público, reputo que a demanda não comporta julgamento perante o Juizado Especial Cível, em razão das limitações previstas nos artigos 8º, § 1º, e 9º da Lei nº 9.099/95. Neste sentido, as Turmas Recursais dos Juizados Especiais Federais da Terceira Região possuem entendimento no sentido de que a residência da parte autora fora do território nacional afasta a competência dos Juizados Especiais Federais, uma vez que a sistemática procedimental dos Juizados pressupõe a existência de domicílio da parte dentro da área de jurisdição do órgão julgador, senão vejamos: PARTE AUTORA RESIDENTE NO EXTERIOR.
