Intimação
D- Órgão
- 2ª Vara Gabinete JEF de Campo Grande
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- NARA LUCAS CORREA
- Advogados
- ANA LUCIA RATIER DE SA (OAB 24240/MS), ANDRE LUIS BARBOSA NEVES (OAB 22814/MS), CRISSIE RIBEIRO ARGUELHO (OAB 17590/MS)
PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Gabinete JEF de Campo Grande Rua Quatorze de Julho, 356, Centro, Campo Grande - MS - CEP: 79004-390 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5000718-34.2025.4.03.6201 AUTOR: NARA LUCAS CORREA ADVOGADO do(a) AUTOR: ANDRE LUIS BARBOSA NEVES - MS22814 ADVOGADO do(a) AUTOR: ANA LUCIA RATIER DE SA - MS24240 ADVOGADO do(a) AUTOR: CRISSIE RIBEIRO ARGUELHO - MS17590 REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
DECISÃO
Decisão- Ofício/2025/JEF2-SEJF
I - Trata-se de ação por meio da qual pretende a parte autora a concessão/restabelecimento de benefício por incapacidade, desde a data do requerimento/cessação administrativa.
Decido.
II- A parte autora sob o argumento de padecer de patologia incapacitante para o trabalho, submeteu-se a perícia médica, cujo laudo concluiu não haver incapacidade. O perito judicial dá a informação que a incapacidade alegada está relacionada com acidente trabalho. Observa-se que houve o reconhecimento de acidente laboral pelo INSS, sendo concedido o benefício de auxílio por incapacidade temporária por acidente de trabalho, o qual visa a parte autora restabelecer (doc. anexo).
Nos termos do art. 19 da Lei 8.213/91, acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico, ou do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Também considera-se acidente de trabalho, nos termos do art. 20, inciso II, da Lei nº 8.213/91 a doença adquirida ou desencadeada pelo exercício do trabalho.
Observa-se que eventual não emissão do CAT não descaracteriza a condição acidentária do benefício pleiteado, não sendo incomum essa omissão pelos empregadores, uma vez que a CAT gera consequências trabalhistas (como depósito de FGTS e estabilidade de 12 meses) e tributárias (majoração da contribuição SAT). A matéria dos autos é excepcionada da competência desta Justiça Federal, nos termos do da CF/88, aspecto que não sofreu alteração pela reforma do Poder Judiciário (EC 45/04).
