Intimação
D- Órgão
- 2ª Vara Gabinete JEF de Araçatuba
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- ALLISON DAVID FRITOLA DOS SANTOS
- Advogado
- EVANDRO LUIZ FAVARO MACEDO (OAB 326185/SP)
PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Gabinete JEF de Araçatuba Avenida Joaquim Pompeu de Toledo, 1534, Vila Estádio, Araçatuba - SP - CEP: 16020-050 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5001797-80.2024.4.03.6331 AUTOR: ALLISON DAVID FRITOLA DOS SANTOS ADVOGADO do(a) AUTOR: EVANDRO LUIZ FAVARO MACEDO - SP326185-E REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
SENTENÇA
Trata-se de pedido de benefício previdenciário por incapacidade. São requisitos para a concessão de auxílio-doença / auxílio por incapacidade temporária ou de aposentadoria por invalidez / aposentadoria por incapacidade permanente os seguintes: a incapacidade, a qualidade de segurado e o cumprimento da carência exigida, quando for o caso. O auxílio-acidente é devido após a consolidação das lesões decorrentes de acidente e após a cessação de auxílio-doença, exigindo redução da capacidade funcional do segurado.
No caso em análise, de acordo com o laudo da perícia médica judicial, a parte autora não possui incapacidade ou redução funcional para o exercício de suas atividades habituais. De acordo com o laudo pericial (ID 349533588), o periciado não apresenta sequelas ou limitações decorrentes do acidente, mantém capacidade total para o exercício de suas atividades laborais, não havendo indicação de incapacidade ou redução funcional que justifique a concessão de auxílio-acidente.
Frise-se que no exame administrativo foi constatado que o autor possui marcha e equilíbrio normais (fl. 53 do Id. 327479986). O mesma análise foi feita pela perito judicial que não apontou sequelas nos membros inferiores e relatou que o autor tem marcha sem claudicação. Com efeito, tomando por base os documentos que instruem o pedido inicial, verifica-se que o laudo pericial é suficientemente esclarecedor ao convencimento do julgador, e, apesar de a parte autora alegar que alguns profissionais da área médica concluíram pela sua incapacidade, a perícia nestes autos foi realizada por perito imparcial e sob o crivo do contraditório.
Ressalto que eventuais exames e atestados trazidos ao processo, bem como outras perícias realizadas, não servem de prova cabal da capacidade ou incapacidade laborativa. O fato dos peritos discordarem da conclusão de outro profissional não caracteriza, de modo algum, vício no exame realizado, pois os peritos judiciais têm o dever de, embora analisando os documentos dos autos, realizar exame clínico nos periciandos, a fim de comprovar ou não o que está nos documentos, ou qual a valoração devida a cada caso concreto.
